terça-feira, janeiro 02, 2018

O ORGULHO DA MADEIRA




(artigo edição de Janeiro na Revista madeiradigital)
O ano de 2017 voltou a colocar a região nos píncaros do Mundo. A Madeira foi distinguida como melhor destino insular da Europa, e o mais famoso Madeirense, Cristiano Ronaldo, revalidou o título de melhor jogador do mundo. Estes dois exemplos são o veredicto do potencial da nossa terra e das suas gentes.
Se a distinção turística é o apogeu do trabalho de décadas na promoção do turismo e do trabalho de tantos homens e mulheres para elevar o potencial turístico da região, os títulos do "nosso" Ronaldo demonstram que a sua capacidade de trabalho e de superação são o impulsos para ser um dos mais completos futebolistas de sempre.
Não deveriam ser precisos exemplos destes para que chamássemos à razão o orgulho em ser Madeirense, no entanto demonstram que, mesmo num pequeno território como a Madeira, é possível fazer a diferença. De facto, tantas e tantas vezes teimamos, numa visão afunilada, em menosprezar o nosso valor e o nosso potencial para crescer, para ser mais e ambicionar melhor.
Outros e tão bons exemplos existem, de pessoas e coletividades, que na Madeira ou além-mar, continuam a ser mote de superação e de sucesso, muitos vezes conquistados a rogo de muito trabalho, de dedicação e até mesmo de sacrifícios. Olhemos, por exemplo, para as Comunidades Madeirenses espalhadas por todo o Mundo. O Madeirense, onde quer que esteja, é um povo respeitado. A sua garra e ambição são sempre as molas motivadores para progredir e para ajudar a crescer comunidades onde se inserem.
Também cá dentro, e se analisarmos o percurso de desenvolvimento da região constata-se ser histórico ou até mesmo épico. Em tão curto espaço de tempo, a Madeira atingiu um nível de desenvolvimento que a colocou a par de igualdade com regiões de países da Europa central. Este é o melhor exemplo da capacidade de um Povo que teve sempre a visão e a resiliência necessárias para transformar as suas dificuldades em oportunidades.
Que saibamos ter orgulho na nossa terra, numa Madeira de gente com fibra e de ouro. Saibamos nos orgulhar do percurso histórico da região que continua a marcar o tempo e a agenda, não só o território em si, mas de tantos prestigiados e anónimos que fazem a nossa terra onde quer que estejam.
Que o primeiro de passo de 2018 seja efetivamente mais um passo para o ouro, mesmo que não nos leve no caminho de distinções ou prémios, mas que convirja para fazer a diferença, independentemente do domínio onde actuamos, quer seja ele pessoal ou profissional.
Que estejamos de novo unidos em assuntos que são cruciais para o nosso trajeto e para o bem comum da nossa terra. Somos tão poucos, e por essa razão, é preciso deixar de lado o que nos separa para confluirmos no que nos deve unir: A Madeira e as suas gentes. Que as experiências, as proveniências, os saberes, os pontos de vista diferentes e as nossas dificuldades sejam motivos de confluência para os objetivos comuns que precisamos de envergar. E que o orgulho de ser Madeirense continue a prevalecer onde quer que estejamos!