sexta-feira, junho 24, 2016

FORTE ABALO NO PROJETO EUROPEU


Hoje confirma-se um forte "abalo" no projeto Europeu. Depois da intransigência de uma Europa mais centrada na finança do que na coesão e nas pessoas, eis que inicia o processo de desmembramento. 
Para o bem e para o mal haverá vantagens mas também inúmeras desvantagens. 
A instabilidade que se gerará em muitos emigrantes portugueses no Reino Unido, sobretudo os da nova vaga, é um dos factores que obriga estarmos atentos, solidários e pró-ativos.
Por sua vez, para a Região Autónoma da Madeira, não é de descurar alguns efeitos colaterais num dos principais emissores de turismo.
Novos desafios, novas oportunidades e grande capacidade de negociação serão fundamentais para segurar tudo aquilo que se construiu ao longo de décadas, mas também para estar na linha da frente dos novos caminhos.
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sábado, junho 11, 2016

Não somos candidatos

A cada novo europeu e a cada novo mundial de futebol, em que a nossa seleção participa, a bitola está sempre lá em cima, somos sempre candidatos a vencer. 
Em vésperas da estreia de Portugal no europeu, a nossa seleção é de novo uma favorita, dito por quase todos. Eu acho que não, não somos favoritos, mesmo que tenhamos o melhor jogador do mundo e quiça o melhor jogador no europeu na nossa equipa. 
Gostava de me iludir e seguir o sonho, que até pode ser possível, mas prefiro ser cauteloso e dizer que não acho que somos favoritos, podemos é ter alguma possibilidade de lá chegar isto se tivermos a ajuda do trabalho, do "engenho" e de alguma sorte. 
Se ganhar, que assim seja, ficarei feliz, orgulhoso e irei festejar, mas recuso-me a uma opinião demasiado emotiva e facilitista. 

quarta-feira, junho 08, 2016

Há uma pétala que sobra


No portal de um quintal há sempre uma floreira, há sempre uma flor, nem que seja a ultima haste, com a última pétala.
É na beleza da última pétala onde há mais brilho, onde se aprecia a cor, a essência.
No jardim com muitas flores todos passam a ser mais uma, logo menos apreciadas, menos acarinhadas e menos tratadas.
Mas quando já não há flores, e quando na última flor há apenas uma pétala ela certamente será mais cuidada, terá até mesmo a atenção exagerada pela beleza que reflete e o preenchimento que exerce.
Está para a última pétala um olhar diferente, na certeza que virá uma nova primavera, e que nessa nova época voltarão a existir muitas mais flores e outras belezas que farão esquecer o jardim despido com a última haste, com a última pétala.
E a última pétala? Sim, a última pétala será esquecida com tantas outras flores, como tantas milhares de pétalas.
O valor está em quem cuida, em quem olha, e quando se relativiza, o essencial passar a ser mais uma.

Será sempre assim, quando a relatividade passa a ser prática, tanto no jardim como na vida, a última pétala será mais uma como tantas outras assim o foram.

domingo, junho 05, 2016

Fazer melhor

A força humana por mais frágil que seja é aquela que tem a capacidade de tudo transformar.
A força humana por mais dura que seja é aquela que maior destreza tem para fazer tréguas. 
A força humana por mais intransigente que seja é aquela que maior capacidade tem para na hora da intransigência ceder por um bem maior. 
Tudo anda à volta da capacidade do homem transformar e fazer melhor. 
O mundo anda à volta do Homem que quando cedento de facilidade apea o caminho que melhor lhe convém, até mesmo quando se destrói. 
Nem sempre a facilidade implica destruir, até porque muita da evolução implica criar mecanismos que tornem o dia a dia mais ligeiro, mais calmo, mais-que-perfeito. 
Essa perfeição que a todos deve fazer correr.
Essa mesma perfeição e facilidade que nem sempre conduzem ao ideal ou à felicidade que tanto se vaticina procurar.
Essa perfeição que por vezes arrisca caminhos tenebrosos. 
É uma questão de escolha, por vezes direta ou por vezes indireta, mas que temos de ter a capacidade  de encaixar ou então sair da caixa, porque há sempre um caminho que, por mais condicionantes que possa ter, caberá a cada um trilhar. 
Numa sociedade onde a informação muda a cada instante, e o que é agora já não é daqui a pouco, cabe a cada um ser agente da transformação e cumprir, a cada tempo, a sua parte.  
Quando somos chamados a agir dizemos presente?
Quando agimos é porque somos chamados?
Agir, cumprir, transformar, arriscar são palavras de ordem que fazem parte da nossa missão no mundo, para mudar e transformar tudo o que tem de ser mudado e transformado. O mundo lá fora espera por mim, espera por ti! 

sábado, junho 04, 2016

O tempo e o silêncio

Se o tempo nos fizesse ganhar o tempo que perdemos, esse tempo que, embrenhados nas tarefas do dia a dia, nos faz ganhar ou perder aquilo que julgamos ser o essencial. 
Olhando o vazio, meditando o silêncio ao som do chelriar dos pássaros, neste cenário único para tratarmos do tempo que perdemos, procuramos no tempo o silêncio e no silêncio o tempo.
No mesmo silêncio encontramos as melhores respostas para as nossas dúvidas mas, se calhar, o mais adequado seria encontrar instrumentos para aproveitar o tempo. Mas não. 
Quando o silêncio bafeja a nossa face o que mais pensamos são nos projetos, o que podemos construir e alcançar e no que podemos fazer melhor.
No meio do silêncio, quando achamos que encontramos tempo para o tempo, tempo que nos faça pensar em nós, sai mais uma lista de tarefas infindáveis e de objetivos que carecem muito suor e trabalho para alcançar. 
Esta é a história do tempo e do silêncio, em que procuramos no encontro dos dois a melhor maneira de o viver daqui a cinco minutos.
 Se procuramos resposta, acabamos por não a ter, e esperamos por mais outro tempo de silêncio, se calhar, num próximo sábado com a mesma envolvente, com a mesma calmaria. Que esse outro momento nos traga as respostas que este não trouxe. As respostas para o nosso tempo. 

sexta-feira, junho 03, 2016

Geração que se distingue

Ter as melhores escolas nem sempre é sinónimo dos melhores alunos. A verdade é que, desde esta parte a alguns anos, as Escolas da Madeira e, em particular, a Escola de Santana tem angariado um conjunto de prémios e distinções através das brilhantes prestações dos seus alunos quer em olimpíadas, da biologia à matemática, ou até mesmo em outras provas que colocam em competição alunos de todo o país. 

Quando se debate a crise de valores e se teme o futuro das novas gerações, estas conquistas, por mais simbólicas e excepcionais que possam ser, são excelentes indicadores que apontam para gerações mais preparadas e competitivas, num novo tempo que certamente exigirá gerações mais aptas e dinâmicas.