terça-feira, julho 14, 2015

PRESIDENCIAS: Organizem-se

A direita tem, novamente, grande possibilidade de voltar a ter um Presidente da República da sua área política, no entanto é preciso que se organize e que se congregue vontades e apoios.
Não há dúvidas que qualquer dos candidatos de centro direita, que se perfila para o cargo de Presidente da República, tem as condições e a popularidade necessária para ser vencedor, se for apoiado em bloco pelo centro direito.
Mas, está a faltar qualquer coisa! Está a faltar ordem. Está a faltar diálogo. Porque nesta embrulhada toda e a este ritmo, quase de um novo candidato por dia, dificilmente chega lá. É preciso um Basta!

 Afinal como ficamos:
Rui Rio avança em julho?
 Marcelo Rebelo de Sousa avança em Setembro?
Pedro Santana Lopes depois das legislativas?
Alberto João Jardim depois de recolhidas 10000 assinaturas?
Fernando Nogueira preferido de Passos Coelho?
Paulo Portas pode ser uma hipótese?

Com esta confusão na direita, a esquerda e, em particular o Partido Socialista, esfregam as mãos porque quanto mais fragmentada estiver a direita mais hipóteses terão de eleger o seu candidato.
Não há dúvidas que a prioridade são as legislativas mas este dossier merece alguma ordem, sob pena de tudo o vento levar.

Em que é que ficamos? 

sábado, julho 11, 2015

Estalou verniz no PS-Madeira

 Afinal Bernardo Trindade é indicado para encabeçar a lista à assembleia da república à revelia da direcção regional. 
Se é verdade que Carlos Pereira estava a fazer um grande esforço em recuperar a imagem e a credibilidade do partido, que sofreu um hecatombe nas últimas regionais, este episódio vem derrubar todas essas tentativas. 
Esta circunstância representa bem as dificuldades que o PS local tem tido, ao longo destes anos, concertar posições com a direção nacional, e que têm tido  incomensuráveis repercussões eleitorais. 
Acredito que nos próximos dias haverão um conjunto de esforços no sentido de remediar esta situação, até porque a constituição da lista ainda está em aberto. 
Uma coisa é certa, Carlos Pereira precisava de ser cabeça de lista como pão para a boca, até por uma questão de afirmação da sua liderança e de impor uma postura política à imagem da sua liderança. 
Assim não vão lá, atrevo-me a dizer que o PS-Madeira tem mais um líder a prazo, porque quer se queira quer não, esta situação levará a uma descrença e desmobilização de toda a estrutura do partido na região. 
Prevê-se por mais uns tempos a dança das cadeiras do PS-Madeira .

Não Gosto de ser emigrante

Encontrei este bonito texto que retrata os sentimentos e a agonia de um/uma emigrante. É um brilhante ponto de vista que nos faz ver as coisas e o fenómeno da emigração de outra maneira. Afinal não são tudo coisas boas, atrever-me-ia dizer que, no balanço, e aos olhos deste testemunho, devem ser mais coisas menos boas do que boas. 

"NÃO GOSTO DE SER EMIGRANTE… E DE FALTAR ONDE EU DEVIA ESTAR!

Não gosto de ser emigrante. Não gosto da dor que isso causa. Não gosto da distância que me afasta.

Hoje é um dia mau. Além de hoje, tantos outros já foram no silêncio. Só quem está longe dos que ama é que me compreende. Os outros imaginam.. fazem uma pequena, pequeníssima, ideia. Não poder abraçar a minha mãe quando mais preciso é o pior vazio de todo o sempre. E as vezes nem preciso de mais nada, só  o toque dela aliviava o que quer que fosse. Não poder acompanhar o crescimento dos filhos dos meus amigos que acabaram de nascer. Não conseguir dar aquele abraço apertado à minha melhor amiga que perdeu o avô. Não poder celebrar os aniversários dos meus amigos e fazer-lhes sorrir como todos os outros anos. Não poder estar presente nos pedidos de casamento. Não estar na plateia na estreia do meu grande amigo naquela peça de teatro. Faltar aos jantares, aos eventos duma vida, aos funerais, aos nascimentos, aos casamentos. Faltar onde eu deveria estar. Não há um único dia que não me lembre de todos os que fui obrigada a deixar. Não há um único dia que não custe não poder fazer-lhes uma simples chamada e dizer “Vamos pôr a conversa em dia e comer uma francesinha?” ou receber aquela chamada “estou farto de estar em casa, preciso de ir apanhar ar. Vamos comer um gelado á beira mar?”.  Vocês fazem-me falta.

Não sou infeliz. Tenho um emprego de sonho apesar de ser extremamente cansativo e por vezes o stress e o inesperado não ajudam a chegar a casa de coração cheio. Mas quem não gosta de viajar pelo mundo enquanto trabalha? É certo que para morrer basta estar vivo e que de um segundo para o outro tudo muda mas por estar num emprego de risco comecei a sentir as coisas mais intensamente.

Todos os dias ao descolar e aterrar me passa pela cabeça “E se foi a última vez? E se não o/a vejo mais? Disse tudo o que queria?”. Aquele jump-seat já sabe mais segredos e histórias da minha vida do que eu poderia imaginar. Ainda são uns 15 a 20min de pensamento profundo e silencioso em que tudo me passa pela cabeça. Descolamos e penso “mais um já está. Agora que não haja turbulência severa e que a aterragem seja tranquila!”. Esta incógnita cria em mim borboletas na barriga e a adrenalina até que dá um gozo á coisa. Mas fica sempre o desassossego até as rodas do avião tocarem outra vez no chão seja em que país for. É que se assim não for, vai sempre ficar muito por dizer, muito por contar, muito por ver e ainda mais por viver.

Ser emigrante fez me perceber o que achava que já sabia há muito. Achava que sabia quem eram os amigos , quem me ia fazer falta, que as saudades eram passageiras, que estar num país diferente é que é fixe. Estava enganada em quase tudo. Não gosto de ser emigrante mas sê-lo deu mais sentido ao que dantes era “só” importante"

sexta-feira, julho 10, 2015

POR SANTANA DENTRO:Discussão do Plano Diretor Municipal

Recentemente, tive a oportunidade de participar na discussão pública do Plano Diretor Municipal de Santana, no qual constatei as alterações e os avanços na gestão territorial do Concelho.Da discussão, e também da análise que fiz ao documento, traço algumas considerações, designadamente:



1)    As alterações na gestão do solo, em geral, correspondem aos anseios da população, sobretudo no que se refere às áreas consideradas agrícolas que, a partir de então, serão permitidas construções.


2)    Não podemos contudo incorrer na ilusão de que a partir de agora será possível construir em qualquer terreno considerado zona agrícola, até porque há algumas condicionantes para a sua permissão, nomeadamente o acesso de estrada, água potável e eletricidade.


3)    Analiso com alguma relutância o fato de existirem situações que podem condicionar as permissões de construção, em particular, e sobretudo, em áreas onde existem aglomerados populacionais que foram autorizados no passado.


4)    O maior importante é que o plano trace e preveja a evolução dos próximos anos, nomeadamente considerando, em primeiro lugar, as condicionantes sociais da população e, depois, as perspectivas económicas e ambientais.


5)    As questões sociais são sempre as mais delicadas e que geram inconformismo nos cidadãos. As pessoas do Concelho são proprietárias de terrenos em determinadas zonas que não são autorizadas a construção e não têm alternativas. Das duas uma, ou é permitida a construção ou não têm capacidade de adquirir terreno para construir noutro sítio. 


6)    O domínio sobre as nossas propriedades e terrenos são alicerce para o conforto e realização das pessoas, o que não devem é intervenções descontextualizadas que prejudiquem o futuro.


7)    As características ambientais e paisagísticas do Concelho devem ser sempre salvaguardadas e preservadas, porque estão nelas um rico património por delapidar e potenciar de progresso e desenvolvimento para o Concelho e para os seus residentes.


Aproveito para relevar a iniciativa da Câmara Municipal em realizar estas ações de discussão nas diversas freguesias mas também a abertura em receber e aprovar as reclamações dos munícipes. Nota que as reclamações ao plano terminam no próximo dia 21 de julho. Até lá aconselha-se a consulta e análise do documento e das suas alterações. http://www.cm-santana.com/pt/areas-de-atuacao/gestao-e-planeamento-urbanistico/pdm

Face a uma matéria tão complexa e geradora de tantos pontos de vista distintos, o mais importante é que impere o bom senso e a razoabilidade, a bem do Concelho, da sua população e do futuro.

terça-feira, julho 07, 2015

POR SANTANA DENTRO: Um Projeto que faz a diferença

Valerá a pena acompanhar que resultados terá este projeto da Casa do Povo da Ilha, que vinca claramente as funções tradicionais e genuinas de um povo dando uma roupagem turística. Sem artificialismos, este produto/roteiro pretende diversificar a oferta turística alicerçada nas tradições locais.
Apesar de ser suspeito de falar do projeto, tenho acompanhado diversos debates/conferências que assumem que a opção por experienciar e vivenciar as tradições dos povos e das terras são um caminho muito interessante e que deve ser potenciado, como grande motor do turismo dos novos dias.
Deixo aqui a informação para ajudar a dar a conhecer e divulgar:

Informação da Casa do Povo: 
"Apresentamos o novo produto/roteiro turístico, diferenciado e genuíno, designado "O Nosso Povo, a Nossa Marca", que pretende proporcionar, a turistas e visitantes, o contato direto com experiências e vivências tradicionais das nossas gentes e da nossa terra. 
“O Nosso Povo a nossa Marca” é uma experiência única e genuína na Freguesia da Ilha, concelho de Santana. Um roteiro turístico que dá a oportunidade aos seus visitantes, de interagir com os costumes mais ancestrais da localidade. Neste programa de um dia pode usufruir de diversas experiências, desde provar e fazer a poncha típica, ajudar a confecionar e provar o pão caseiro, dançar folclore madeirense, participar em atividades agrícolas, provar o chá de ervas e degustar a gastronomia e doçaria local. Para além de todas estas experiências, poderá conhecer o que se faz em termos de artesanato e usufruir das belas paisagens, num percurso a pé."



segunda-feira, julho 06, 2015

Quem percebe?

Gregos votam não à austeridade, Europa fica instável. Ministro das Finanças grego demite-se, o Euro começa a recuperar face ao dólar. Nada mudou, saiu um ministro. Quem percebe estes mercados e esta Europa??

domingo, julho 05, 2015

Jovens da Grécia alarmam Europa

As primeiras projeções do referendo da Grécia, que tem atribulado nos últimos dias a Europa, apontam para a vitória do não. Curioso é verificar que, segundo os dados tornado públicos, o eleitorado jovem é o que mais vota não. Independentemente das consequências deste referendo, ficará um sinal do que querem os jovens para o projeto europeu. 
Para refletir e agir, sob pena de ser demasiado tarde.