sábado, janeiro 25, 2014

Questões ao PSD Madeira


















Num tempo em que o clima interno do PSD-Madeira ganha proporções mediáticas, muito por via das agitações em torno da sucessão do atual Presidente da Comissão Política Regional, com diretas agendadas para 19 de Dezembro, e porque o Partido Social Democrata da Madeira sempre se pautou pela união em torno das questões estruturais e no enfoque nos seus objetivos - o progresso e desenvolvimento da Região Autónoma da Madeira - importa que os militantes do PSD examinem sobre o que querem para o seu partido e que postura deverá ser a mais adequada, perante um tempo que exige clarificação, moderação e, em particular, enfoque na governação, nos projetos e ideias para a Madeira. 
Porque a consciência crítica é coisa que não falta aos militantes do PSD Madeira, ao contrário do que se diz, e porque para muitos os assuntos devem ser analisados com a maior frontalidade e sinceridade, deixo aqui algumas questões que muito têm contribuído para a minha reflexão sobre o partido:

1. Quererá o PSD Madeira e seus principais dirigentes que agentes externos, em particular a comunicação social, marquem a agenda, o compasso e o caminho do partido?
2. Será viável que o PSD permaneça, ad aeternum, em clima de congresso?
3. Deverá ou não ser desígnio de um militante a participação ativa em todos os momentos do partido ou essa incumbência apenas se resume aos congressos eletivos?
4. Deverá ou não ser dever de todos os militantes do PSD o empenho para assegurar vitórias eleitorais?
5. Nos momentos sensíveis, em particular, em contextos eleitorais deverão todos os militantes estar empenhados nos objetivos e programas do partido ou, por sua vez, alinharão nas lutas e nos objetivos da oposição? 
6. Será ou não conciliável respeitar o passado do partido e ao mesmo tempo delinear um novo programa e uma nova estratégia para o futuro do PSD e da Região? 
7. As influências mediáticas negativas que têm condicionado a vida interna do partido não deverão servir para concluir que no PSD existem mais pontos que unem do que aqueles que dividem os seus militantes? 


O juízo cabe a cada qual, mas o intento é que estas questões possam contribuir para uma mudança de atitude. O que se pretende é uma profunda e responsável reflexão. O exercício da liberdade de pensamento e de expressão deverão ser mote para responder a cada uma das questões, cientes dos direitos e dos deveres enquanto militantes, mas, sobretudo, com sentido de partido.
A lógica da união partidária, dentro da diversidade, é da mais elementar importância para a vida democrática porque, além de fortalecer internamente o partido, encontram-se soluções mais adequadas para as inquietações das populações.
Num partido de causas outro compromisso não será esperado. A atitude e a postura política deverão sempre servir para elevar o mais importante: o trajeto, a história, em nome do futuro!

http://impresso.jornaldamadeira.pt/opiniao.php?Seccao=12&id=264656&sdata=2014-01-25