terça-feira, outubro 30, 2012

Presunção


O processo eleitoral interno no PSD Madeira tem sido rico em revelações. O novo ciclo que determinados militantes profetizam assume rasgar com a história e fazer uma demarcação profunda ao rumo que o partido tem trilhado. Viemos a descobrir que há quem tenha a ousadia de chamar a si os louros dos resultados eleitorais, fazendo parecer que num partido existem militantes de primeira e militantes de segunda e que, individualmente, há quem valha mais do que o todo.

As declarações que têm vindo a público de uma das candidaturas, as únicas possíveis para o esclarecimento dos militantes, fazem parecer que vivemos enganados e adormentados num sonho durante todos estes anos. Nesse sonho não existiu progresso, a Região não se desenvolveu, o líder carismático do PSD Madeira não contribuiu para arrecadar vitórias eleitorais e o PSD sempre foi um partido obsoleto e sem ideias para o futuro da Região. É uma presunção que atinge todos os que arduamente se têm dedicado ao partido e à defesa das suas causas. Infelizmente, para esses, a transformação de que a Madeira beneficiou, fruto do trabalho de um partido, de um líder e do saber escolher de um Povo, por mais que se esforcem, jamais poderá ser escondida.

Nunca ouvi o Dr. Alberto João Jardim afirmar que os resultados e a obra deviam-se apenas ao seu trabalho. Nas diversas conquistas eleitorais e na concretização de obra na Madeira, o líder do PSD sempre declarou que os resultados emergiram da coragem dos sociais-democratas madeirenses e da força que o Povo da Madeira sempre deu aos seus Governos e ao seu partido.

As diferentes abordagens evidenciam o que está em causa nas eleições internas no PSD. Há quem puxe pelos galões chamando a si os resultados, e há quem, mesmo merecendo, partilhe os sucessos com os militantes sociais-democratas e com os Madeirenses.

O tom da candidatura adversária à do atual líder do PSD encontra-se envolta em arrogância porque, aguerridos na presunção de ter a fórmula “mágica” para o futuro do partido e da Região, menosprezam tudo o que tem vindo a ser feito, parecendo querer passar atestados de caducidade à família social-democrata da Madeira. Se o partido e os seus militantes passaram de prazo com que objetivo se lhes pedem o voto?

Se o processo eleitoral é interno e se votam apenas os militantes que tenham as quotas em dia, não se compreende que intento persegue quem resume a sua campanha às ações mediáticas e na praça pública. O que está em causa é o esclarecimento dos filiados sobre as ideias para o futuro do partido e não um esclarecimento a população Madeirense, como se de umas eleições regionais se tratasse, para regozijo dos opositores e inimigos dos sociais-democratas da Madeira.

Não se ganha o partido com os votos da oposição.

Os inimigos não são os aliados ideais para atingir a liderança do partido.

Alguém que quer liderar o PSD deverá ter o desejo de o fortalecer e de não o enfraquecer.

A busca da popularidade mediática, não é sinónimo de reunir a preferência dos militantes do PSD da Madeira.

Porque há ainda quem saiba do que se trata neste processo eleitoral dentro do partido, o verdadeiro debate e esclarecimento decorre junto dos sociais-democratas e dos autonomistas da Madeira e nunca nos sítios impróprios ou em acordos com aqueles que querem manobrar o PSD com o intuito de o derrubar.

O que está em causa é continuar a desenvolver a nossa Região, só sendo possível com a força e a garra de cada militante e de cada simpatizante, de cada homem e de cada mulher que aspira o bem da nossa terra e das nossas gentes. Há quem acredite no potencial dos seus pares no partido e com eles, no dia 2 de Novembro o PSD da Madeira empenhará a sua vontade em continuar a realizar esperança. 


Artigo de Opinião publicado no Jornal da Madeira:
http://impresso.jornaldamadeira.pt/opiniao.php?Seccao=12&id=229465&sdata=2012-10-29

sexta-feira, outubro 19, 2012

‎"CARTA DE DESPEDIDA AO PRESIDENTE DA REPUBLICA" - Pedro Marques


Por solidariedade, mas também porque este caso simboliza o drama de muitos jovens portugueses que hoje vêm os seus sonhos gorados, fica o registo da carta do jovem Pedro Marques (enfermeiro) dirigida ao Presidente da República:


"Vossa Excelencia,
Não me conhece, mas eu conheço-o e, por isso, espero que não se importe que lhe dê alguns dados biográficos. Chamo-me Pedro Miguel, tenho 22 anos, sou um recém-licenciado da Escola Superior de Enfermagem do Porto. Nasci no dia 31 de Julho de 1990 na freguesia de Miragaia. Cresci em Alijó com os meus avós paternos, brinquei na rua e frequentava a creche da Vila. Outras vezes acompanhava a minha avó e o meu avô quando estes iam trabalhar para o Meiral, um terreno de árvores de fruto, vinha (como a maioria daquela zona), entre outros. Aprendi a dizer “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite” quando me cruzava na rua com terceiros. Aprendi que a vida se conquista com trabalho e dedicação. Aprendi, ou melhor dizendo, ficou em mim a génesis da ideia de que o valor de um homem reside no poder e força das suas convicções, no trato que dá aos seus iguais, no respeito pelo que o rodeia.
Voltei para a cidade onde continuei o meu percurso: andei numa creche em Aldoar, freguesia do Porto e no Patronato de Santa Teresinha; frequentei a escola João de Deus durante os primeiros 4 anos de escolaridade, o Grande Colégio Universal até ao 10º ano e a Escola Secundária João Gonçalves Zarco nos dois anos de ensino secundário que restam. Em 2008 candidatei-me e fui aceite na Escola Superior de Enfermagem do Porto, como referi, tendo terminado o meu curso em 2012 com a classificação de Bom. Nunca reprovei nenhum ano. No ensino superior conclui todas as unidades curriculares sem “deixar nenhuma cadeira para trás” como se costuma dizer.
Durante estes 20 anos em que vivi no Grande Porto, cresci em tamanho, em sabedoria e em graça. Fui educado por uma freira, a irmã Celeste, da qual ainda me recordo de a ver tirar o véu e ficar surpreendido por ela ter cabelo; tive professores que me ensinaram a ver o mundo (nem todos bons, mas alguns dignos de serem apelidados de Professores, assim mesmo com P maiúsculo); tive catequistas que, mais do que religião, me ensinaram muito sobre amizade, amor, convivência, sobre a vida no geral; tive a minha família que me acompanhou e me fez; tive amigos que partilharam muito, alguns segredos, algumas loucuras próprias dos anos em flor; tive Praxe, aquilo que tanta polémica dá, não tendo uma única queixa da mesma, discutindo Praxe várias vezes com diversos professores e outras pessoas, e posso afirmar ter sido ela que me fez crescer muito, perceber muita coisa diferente, conviver com outras realidades, ter tirado da minha boca para poder oferecer um lanche a um colega que não tinha que comer nesse dia. Tudo isto me engrandeceu o espírito. E cresci, tornei-me um cidadão que, não sendo perfeito, luto pelas coisas em que eu acredito, persigo objetivos e almejo, como todos os demais, a felicidade, a presença de um propósito em existirmos. Sou exigente comigo mesmo, em ser cada vez melhor, em ter um lugar no mundo, poder dizer “eu existo, eu marquei o mundo com os meus atos”.
Pergunta agora o senhor por que razão estarei eu a contar-lhe isto. Eu respondo-lhe: quero despedir-me de si. Em menos de 48 horas estarei a embarcar para o Reino Unido numa viagem só de ida. É curioso, creio eu, porque a minha família (inclusive o meu pai) foi emigrante em França (onde ainda conservo parte da minha família) e agora também eu o sou. Os motivos são outros, claro, mas o objetivo é mesmo: trabalhar, ter dinheiro, ter um futuro. Lamento não poder dar ao meu país o que ele me deu. Junto comigo levo mais 24 pessoas de vários pontos do país, de várias escolas de Enfermagem. Somos dos melhores do mundo, sabia? E não somos reconhecidos, não somos contratados, não somos respeitados. O respeito foi uma das palavras que mais habituado cresci a ouvir. A par dessa também a responsabilidade pelos meus atos, o assumir da consequência, boa ou má (não me considero, volto a dizer, perfeito).
Esse assumir de uma consequência, a pro-atividade para fazer mais, o pensar, ter uma perspetiva sobre as coisas, é algo que falta em Portugal. Considero ridículas estas últimas semanas. Não entendo as manifestações que se fazem que não sejam pacíficas. Não sou a favor das multidões em protesto com caras tapadas (se estão lá, deem a cara pelo que lutam), daqueles que batem em polícias e afins. Mais, a culpa do país estar como está não é sua, nem dos sucessivos governos rosas e laranjas com um azul à mistura: a culpa é de todos. Porquê? Porque vivemos com uma Assembleia que pretende ser representativa, existindo, por isso, eleições. A culpa é nossa que vos pusemos nesse pódio onde não merecem estar. Contudo o povo cansou-se da ausência de alternativas, da austeridade, do desemprego, das taxas, dos impostos. E pedem um novo Abril. Para quê? O Abril somos nós, a liberdade é nossa. E é essa liberdade que nos permite sair à rua, que me permite escrever estas linhas. O que nós precisamos é que se recorde que Abril existiu para ser o povo quem “mais ordena”. E a precisarmos de algo, precisamos que nos seja relembrado as nossas funções, os nossos direitos, mas, sobretudo, principalmente, com muita ênfase, os nossos deveres.
Porém, irei partir. Dia 18 de Outubro levarei um cachecol de Portugal ao pescoço e uma bandeira na bagagem de mão. Levarei a Pátria para outra Pátria, levarei a excelência do que todas as pessoas me deram para outro país. Mostrarei o que sou, conquistarei mais. Mas não me esquecerei nunca do que deixei cá. Nunca. Deixo amigos, deixo a minha família. Como posso explicar à minha sobrinha que tem um ano que eu a amo, mas que não posso estar junto dela? Como posso justificar a minha ausência? Como posso dizer adeus aos meus avós, aos meus tios, ao meu pai? Eles criaram, fizeram-me um Homem. Sou sem dúvida um privilegiado. Ainda consigo ter dinheiro para emigrar, o que não é para todos. Sou educado, tenho objetivos, tenho valores. Sou um privilegiado.
E é por isso que lhe faço um último pedido. Por favor, não crie um imposto sobre as lágrimas e muito menos sobre a saudade. Permita-me chorar, odiar este país por minutos que sejam, por não me permitir viver no meu país, trabalhar no meu país, envelhecer no meu país. Permita-me sentir falta do cheiro a mar, do sol, da comida, dos campos da minha aldeia. Permita-me, sim? E verá que nos meus olhos haverá saudade e a esperança de um dia aqui voltar, voltar à minha terra. Voltarei com mágoa, mas sem ressentimentos, ao país que, lá bem no fundo, me expulsou dele mesmo.

Não pretendo que me responda, sinceramente. Sei que ser político obriga a ser politicamente correto, que me desejará boa sorte, felicidades. Prefiro ouvir isso de quem o diz com uma lágrima no coração, com o desejo ardente de que de facto essa sorte exista no meu caminho.

Cumprimentos,
Pedro Marques"

terça-feira, outubro 16, 2012

Ética não rima com José Manuel Coelho

José Manuel Coelho, deputado do PTP na Assembleia da Madeira, é um político do bluff, da mentira, da arruaça e das insinuações.
O mentor da "dita" ética cumpre sempre a velha máxima "faz o que eu digo, não faças o que eu faço".
Eis alguns exemplos:
- Coloca a filha como deputada na Assembleia da Madeira;
- Os valores que recebe para a actividade parlamentar são para criar "tachos" e até dá para pagar o líder nacional do partido.
- Não dignifica nem respeita a vontade do povo quando bloqueia e prejudica os trabalhos parlamentares.

Este é um exemplo de quem não sabe honrar o voto.

PRAXIS NON VERBUM!



Requisitos de uma candidatura

Desafiar a uma disputa eleitoral no Partido Social Democrata da Madeira exige que se apresente um projeto político com ideias e que se assegure vitórias eleitorais. Este é um ato que, para muitos, pode significar coragem, no entanto não só é um afrontamento carregado de injustiça, como também envolta perigo no que respeita à estabilidade política. 
Não basta querer, é preciso dar provas. Não basta sentir-se capaz, é necessário apresentar um projeto com ideias e de valor acrescentado. Não basta, por um lado dizer que se discorda para soar bem na opinião pública e, por outro, remeter-se ao silêncio nos locais próprios onde devem discutir as divergências e as alternativas- nos órgãos do partido. 
A afirmação de uma candidatura passa, também, por assumir um projeto político constituído por um elenco de militantes para a direção dos principais órgãos, que devem oferecer garantias ao partido. Alguns atributos devem ser tidos em conta, designadamente: 
1. Competência
A equipa deve congregar quadros do partido, de preferência com provas dadas na vida política, económica, social e cultural na Região Autónoma da Madeira. Não estamos num tempo de experiências, mas sim de garantias. É crucial que nos destinos da mais importante estrutura partidária da Região possa reunir os melhores, com diferentes sensibilidades e áreas de formação distintas. 
2. Experiência
Porque a política também é estratégia e conhecimento, é importante que o partido tenha nos seus dirigentes elementos com experiência governamental, com tacto autárquico e capazes de dinamizar a estrutura partidária.
Quem conhece o PSD/M sabe bem o quanto a experiência foi um dos segredos da estrutura. As boas práticas e os mais experimentados na vida partidária do PSD serão necessários, especialmente para a grande batalha eleitoral do próximo ano- as eleições autárquicas. Por imperativo da lei de limitação de mandatos, muitas serão as mudanças para as Câmaras e Juntas de Freguesia e, apesar dessa condicionante, o PSD não pode deixar de seguir aquele que é o seu objetivo, vencer todas as câmaras e freguesias da Região.
3. Capital Político
A credibilidade, a capacidade de negociação e de movimentação nos corredores do poder são, na atualidade, requisitos fundamentais para alcançar resultados positivos a favor da Madeira e da sua população. O momento específico que se vive não pode dispensar aqueles que na sua área de intervenção para dar uma ajuda à Região e ao seu povo. O jogo de influências na vida política e nos círculos de poder são de tal modo selvagem que também o PSD deve estar bem posicionado, especialmente quando a nossa família política nacional continua a destoar de um caminho distinto dos interesses social-democratas e dos autonomistas da Madeira.
4. Interclassista
Numa sociedade heterogénea onde as dificuldades acentuam a injustiça social o Partido, mais do que nunca, deve ter nas suas fileiras representantes de diferentes classes sociais, pois só assim pode seguir, a par e passo, o pulsar da população e de adequar as melhores estratégias. 
5. Intergeracional
O sucesso do partido social democrata da Madeira tem sido o de saber equilibrar a experiência dos mais velhos e a irreverência dos mais novos. Num partido como o PSD/Madeira todos são importantes e necessários, há quem possa defender um partido de jovens ou até um partido mais maduro, mas a virtude está no balanceamento destas duas conceções. O partido não pode perder o seu gene, como também não pode excluir ou incluir alguém apenas pela condição geracional. 
Estas qualidades devem servir de reflexão para ajudar os militantes do PSD Madeira a decidir, dentro de três semanas, sobre a orientação diretiva do partido. Esta escolha será mais fácil porque só uma lista consegue reunir todos estes atributos: A lista encabeçada pelo atual Presidente do partido, Dr. Alberto João Jardim. 
O atual quadro social, político e económico na Região e no mundo precisa dos melhores para, ao serviço comum, encontrar soluções e ultrapassar o momento delicado que se depara. O PSD não será exceção porque teremos de estar à altura dos desafios futuros, ou não fossemos nós autonomistas e sociais-democratas da Madeira!

http://impresso.jornaldamadeira.pt/noticia.php?Seccao=12&id=228205&sup=0&sdata=2012-10-14

domingo, outubro 07, 2012

Vaidade da Renovação




O PSD Madeira convocou para o próximo dia 2 de Novembro, as eleições diretas para a Comissão Política Regional e o Secretariado. Pela primeira vez na sua história dois candidatos assumem um projeto para o partido.
Num contexto de disputa eleitoral trocam-se argumentos para conquistar os votos dos militantes. A lista concorrente à encabeçada pelo Dr. Alberto João Jardim apresenta como um dos únicos argumentos - a renovação dos quadros e dirigentes do PSD Madeira. Este motivo desafia os militantes social-democratas da Madeira a refletir sobre as seguintes questões:
- Se o opositor à atual direção do PSD Madeira ganhar, os membros das comissões políticas de freguesia, os membros dos órgãos regionais, os membros do Governo Regional, os deputados da Assembleia da República e da Assembleia da Legislativa da Madeira e os autarcas serão todos dispensados de dar o seu contributo ao partido?
-Se esse candidato for eleito Presidente da Comissão Política Regional do PSD com que militantes e massa humana contará para continuar a fazer do PSD um partido vencedor?
- Somos assim tantos para dispensar a experiência e o capital político de tantos militantes que durante todos estes anos honraram o bom nome do PSD?
Estas são três questões que merecem uma séria reflexão daquilo que poderá ser, se assim os militantes o entenderem, o destino do PSD da Madeira. Cada qual deverá tirar as elações e exprimir a opinião sobre aquilo que quer para o futuro do partido, ressalvando alguns sinais que essa candidatura evidencia: uma candidatura vinda e exposta de fora, com apoios de outros quadrantes políticos e da comunicação social e seletiva nos contactos com os militantes.
No capítulo da renovação é bom referir que se dúvidas houvesse quanto à capacidade de renovação do Dr. Alberto João Jardim ficariam dissipadas com os sucessivos triunfos eleitorais do PSD. Todos os militantes sabem o quanto, quer nas suas equipas para as Comissões Políticas Regionais, para o Parlamento Europeu, para as Assembleias da República e Legislativa da Madeira, Governo Regional e autarquias o partido foi sempre se renovando. Aliás, se o PSD não se renovasse certamente não conseguiria conquistar o apoio de muitas gerações de Madeirenses.
O líder do PSD/M sempre apostou na renovação através da inclusão dos jovens nos diversos projetos. A aposta pessoal do Presidente do PSD Madeira é ainda mais evidente na importância que tem dado à organização de juventude do partido - a JSD Madeira. Em todas as eleições, regionais e locais, fez sempre questão de contar com novos elementos, não só para a composição das listas, mas também com as suas ideias, como garantia do rejuvenescimento, da confiança e esperança nas novas gerações. Hoje, se analisarmos o historial dos quadros da sociedade madeirense, também com responsabilidades políticas, podemos aferir que grande parte deles iniciou a sua vida política na organização de juventude social-democrata.
Outra dimensão da renovação, que também importa registar, diz respeito às reformas que o PSD foi defendendo e realizando na Madeira. Neste aspeto, é de destacar a capacidade intelectual e prática que o Dr. Alberto João Jardim tem tido ao longo dos anos em que lidera o PSD. Sabiamente, com competência e visão, soube envergar as causas determinantes para cada momento e situação. Dessa forma consolidou o espaço político do PSD, sem demagogias ou discursos politicamente corretos, mas em sintonia com a população.
Estas conclusões, intenta-me a fazer algumas reflexões:
- Se os exemplos referenciados não são sinais de renovação o que será a renovação?
- Não será a renovação um processo dialético que deve garantir a estabilidade mas também a inclusão de novas ideias e novas formas de pensar?
- É aceitável que, pelos mesmos argumentos que tanto combatemos os nossos adversários, se entre no mesmo diapasão e se desrespeite o timoneiro do PSD Madeira?
- A rogo da renovação é prudente virar as costas a quem nunca as virou?
- A vaidade da renovação teria a sua razão se muitos desses militantes, que hoje enfrentam o rosto da social-democracia na Madeira, não devessem a oportunidade e o palco da política ao homem que agora querem ver de fora?
Hoje, todo e qualquer eleito social-democrata tem o dever de gratidão para com o Dr. Alberto João Jardim porque se não fosse com o seu apoio, o seu entusiasmo e com o seu trabalho muitos não lograriam tais oportunidades.
O atual líder do PSD Madeira é o garante da renovação, é aquele que sempre apontou o caminho e que fez as melhores escolhas para o partido e para a Madeira. Pela simples justificação da renovação não é admissível que se ponha em causa o projeto ganhador de 36 anos.
Chegando a hora da inédita decisão, num processo no PSD Madeira, a escolha deverá ser determinada e sem qualquer calculismo. O futuro do partido, que não se pode dissociar do futuro da Região, é uma decisão muito séria que está acima de amizades e acima das relações profissionais.
Se todos os envolvidos defendem a dialética democrática, julgo que também no dia 2 de Novembro, escrutinados os votos dos militantes com capacidade ativa, o partido deve falar a uma só voz e estar coeso e unido para as verdadeiras batalhas com enfoque no real inimigo, que é externo.
A verdadeira batalha está fora do PSD, a luta social-democrata está naqueles que atentam contra a Região Autónoma da Madeira e à sua Autonomia. Não nos desconcentremos deste objetivo!

http://impresso.jornaldamadeira.pt/opiniao.php?Seccao=12&id=227610&sdata=2012-10-07

quarta-feira, outubro 03, 2012

Projeto de Esperança

O momento delicado que se vive na Região, por via da conjuntura económica e social, não só pede que se tenha a capacidade de apresentar e executar novas ideias, como também precisa dos melhores para que, através do seu capital de experiência e de conhecimento, possam intervir junto das diferentes instâncias para reposicionar a Região Autónoma da Madeira na senda do progresso e do desenvolvimento. 
Dentro em breve os militantes do Partido Social Democrata da Madeira serão chamados a votar para os órgãos de direção sendo que, para além de ser uma escolha determinante para o partido, enquanto força maioritária, é crucial para o futuro da Região. 
Quando se fala em opções políticas, em especial nos dias que correm, constata-se o enfoque na necessidade de estabilidade como registo dominante nos mais variados planos, mundial, europeu ou nacional. No caso regional, a tendência não deverá ser outra, porque só com a estabilidade e a união é que será possível concretizar as mudanças necessárias. 
Mais do que nunca a Região precisa da vasta experiência do seu Presidente, Dr. Alberto João Jardim: O homem que liderou a Madeira, nos últimos trinta e seis anos, foi e continua a ser exemplo de persistência, de nunca atirar a “toalha” ao chão e de recusar a se vergar aos ditames que, sucessivamente, foram engrenados pela classe política centralista. Mais do que nunca, a resistência deverá ser palavra de ordem porque os ataques são ferozes e a Madeira não pode, de ânimo leve, fazer a vontade aos inimigos. O que esses pretendem é continuar a sugar os direitos conquistados e a “rasgar” os compromissos que o Estado deveria ter para com esta parcela portuguesa no atlântico. 
A discriminação e o atropelo político foram evidentes nas últimas eleições legislativas regionais em que todas as forças, nacionais e regionais, queriam derrubar um homem e um partido. Apesar da obsessão desses grupos e interesses, o PSD/Madeira conquistou uma maioria absoluta, uma das mais sofridas eleições da sua história, que só não teve outro desfecho porque envolveu ativamente muitos homens e mulheres de toda a Região que, com o apoio genuíno, leal e descomprometido recusaram que a Madeira fosse enxovalhada e que perdesse uma liderança aguerrida e defensora dos seus interesses. 
Os madeirenses, e sobretudo os social-democratas da Madeira, têm uma característica comum – a de saber escolher. As sucessivas escolhas foram garante da estabilidade e consolidaram a força e a melhor estratégia para vencer as adversidades e as dificuldades da nossa Região Autónoma. Desta feita não será diferente porque sabiamente os social-democratas, perante as ideias e as equipas apresentadas, farão o seu julgamento, sendo certo que avaliarão o quanto de positiva foi a atual liderança e do quanto o PSD e a Madeira ainda precisam da sua experiência e do seu capital político.
Todo e qualquer militante do PSD/Madeira sabe bem que há um claro reconhecimento da população pelo trabalho e obra do seu líder, da mesma forma que todo e qualquer cidadão sabe o quanto o carisma de Alberto João Jardim foi e continua a ser determinante para a Madeira seguir em frente. 
Na hora da decisão cabe a cada qual, em consciência, fazer o julgamento e afirmar a quem tem de agradecer e reconhecer, mas sobretudo em qual dos candidatos reside a confiança que ficará melhor entregue o partido e a Região. 
Porque é preciso esperança mas também porque é preciso fé nessa esperança, estou certo que os militantes não hesitarão a confiar o seu voto naquele que conseguiu traduzir as maiores dificuldades da Madeira em oportunidades. Eu acredito num projeto que não prometa apenas esperança, mas que realize a esperança para o bem da minha terra!
Publicado no Jornal da Madeira  - http://impresso.jornaldamadeira.pt/opiniao.php?Seccao=12&id=226955&sdata=2012-09-30