terça-feira, janeiro 31, 2012

Produtos da Madeira com “ponte” para Londres


Um grupo de empresários madeirenses radicados em Londres reuniu-se, ontem, com vários produtores regionais. O encontro, que decorreu sob a égide do secretário regional do Ambiente e dos Recursos Naturais, pretendeu estabelecer um primeiro contacto para alicerçar e reforçar uma ponte comercial para a produção regional


O secretário regional do Ambiente e dos Recursos Naturais promoveu, ontem, um encontro no qual empresários madeirenses radicados em Londres reuniram-se com vários produtores e empresários regionais.
Contactado pelo JM, Manuel António Correia confirmou a reunião e sublinhou que o objectivo da mesma foi o de estabelecer contactos para alicerçar e reforçar uma ponte comercial para os produtos madeirenses em Inglaterra.
Esta reunião, onde participou também o presidente da Câmara Municipal de Santana, Rui Moisés, aproveita a presença na Região de um grupo de empresários daquele concelho, radicados em Londres, cujo principal objectivo foi a constituição da Associação Empresarial Santana Madeira Londres, registada no último sábado, mas ao qual o secretário regional do Ambiente e dos Recursos Naturais, juntamente com o edil de Santana, quis dar sequência através desta acção.
Segundo o secretário regional do Ambiente e dos Recursos Naturais, esta é uma excelente oportunidade de reacção às dificuldades que enfrentamos neste momento. Pois, tal como afirmou Manuel António Correia, «é uma forma de abrir portas para o futuro, através de acções concretas, como as de promover a exportação de produtos regionais, através e para a nossa comunidade no exterior, a qual constitui uma mais-valia também no aspecto económico».
Para o nosso interlocutor, neste momento difícil, «não nos podemos render às dificuldades, é preciso é investimento sobretudo privado, porque o público é cada vez mais difícil, mas também um investimento selectivo, porque não podemos desperdiçar um só cêntimo».
Nesta altura, prosseguiu o governante, «o investimento deve ser dirigido para a criação de riqueza, para a transacção de bens e serviços que possam representar a entrada de divisas na Madeira».
Por outro lado, acrescentou ainda, «esse investimento tem de representar crescimento económico também pelo efeito que tem na criação de emprego».
De referir ainda que na reunião de ontem, mediada por Manuel António Correia, participaram produtores e empresários de várias áreas susceptíveis de ter interesse em exportar para Londres, desde o mel de cana e derivados, mel de abelhas, bem como a banana e outros hortofrutícolas, rum e licores. Refira-se que Londres tem 15 milhões de habitantes, dos quais 700 mil portugueses (120 mil madeirenses).
http://impresso.jornaldamadeira.pt/noticia.php?Seccao=17&id=206920&sdata=2012-01-31

segunda-feira, janeiro 30, 2012

Madeira: Missão de um Povo


PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA |  | POR


O Povo da Madeira sempre foi o melhor embaixador e promotor da sua terra. A história evidencia a dignidade, a persistência e a capacidade de sacrifício dos madeirenses que, aqui e além-fronteiras, determinaram o seu sucesso.
Foi na década de 60 que o povo insular lançou-se ao mundo à procura de novas oportunidades, com a vontade de vencer e de almejar melhores condições de vida. Nos países da diáspora madeirense, este povo “estoico e valente”, com sacrifício e determinação, empreendeu e evidenciou-se, criando rendimento e iniciativas de sucesso.
Fruto dos resultados obtidos, um pouco por todo o mundo, transpuseram o saber, a experiência e o sucesso ao serviço da Região através de investimentos meritórios.
Se hoje a Madeira é uma região desenvolvida e modelar deveu-se em grande parte ao contributo dos nossos emigrantes, que ajudaram a alavancar a Madeira e incentivaram o desenvolvimento regional.
É este orgulho e tenacidade que devem ser estimulados nos dias de hoje de forma a superarmos as dificuldades. A união do povo madeirense em torno dos valores e das valias regionais serão os trunfos para resistir aos ataques e às invejas externas, especialmente de certa classe política que não entende, nem quer entender, que desenvolver a Madeira é desenvolver Portugal no Atlântico.
O que está em causa é a Madeira, o que está em causa é não regredirmos, o que está em causa é agirmos e apelarmos à força e a alma de um povo. Este é um apelo que cabe a todos mas que deve ser acompanhado de ações que deverão centrar-se em três ideias essenciais:
A primeira ideia está na defesa das causas da Madeira: A Região não pode continuar a tolerar o desrespeito e desconsideração dos direitos constitucionalmente inscritos e consagrados no seu Estatuto Político-Administrativo, pela dita República (de todos os portugueses). Não podemos ser parte da nação apenas para os sacrifícios e relegados à indiferença quando precisamos do auxílio e ajuda para a resolução dos nossos problemas. No entanto, só conseguiremos salvaguardar a nossa posição se agirmos de forma unida, posicionando-nos acima de interesses político- partidários ou até corporativos, salvaguardando, assim, o bem comum de todos os madeirenses.
A opção pelos serviços e produtos regionais é a segunda ideia devendo ser também um motivo de união de todos os madeirenses em prol da nossa terra. São nos tempos de maior dificuldade que se desafia a criatividade de um povo, mas também que se apela à escolha racional na hora de consumir. Diversas iniciativas de marketing têm sido desenvolvidas ao longo dos tempos, por múltiplas entidades regionais no sentido de promover e revolucionar as mentalidades na escolha por produtos e serviços regionais, sendo exemplo disso o sistema de certificação de origem garantida dos produtos da Região Autónoma da Madeira. Ao optarmos por serviços e produtos regionais estamos a ajudar os nossos empresários, mas estamos também a ajudar a impulsionar a retenção de rendimento e de impostos na região, a incentivar o aumento das produções, o que, por sua vez, gera e promove emprego. A escolha é nossa e individual, os benefícios são para todos.
A terceira ideia e porventura a mais importante é a aposta na diáspora madeirense, que se revela um aspeto central para o novo ciclo de desenvolvimento regional, quer por via da atração de investimento, quer por via do seu contributo para a exportação dos nossos produtos e serviços. O potencial de consumo dos nossos produtos e a promoção da Região lá fora, pelos nossos emigrantes, podem e devem ser explorados. Promover a rede e os benefícios de uma imensa Madeira espalhada pelo mundo será um passo determinante na nossa expansão, com efeitos óbvios para a economia regional.
A união em torno das causas regionais, a preferência pelos produtos e serviços regionais e a aposta na diáspora madeirense são cruciais para o novo desígnio. O orgulho do que é nosso, o amor pela terra e a vontade em não regredir está na alma do madeirense… É hora de os potenciar.
http://impresso.jornaldamadeira.pt/opiniao.php?Seccao=12&id=206850&sdata=2012-01-30

sexta-feira, janeiro 20, 2012

Superficialidade Política



A arte de gerir a vida cívica foi se desenvolvendo ao longo dos séculos e as dimensões da abrangência da sua ação transformou-se. Se, por um lado, os mecanismos de ação política tiveram de se diversificar, por outro, a massificação desses mecanismos tornaram a intervenção politica menos transparente e mais superficial.
A comunicação política transformou os políticos em produtos comerciais, altamente sofisticados, cujas características como a imagem, os hábitos e os gostos, muitas vezes estereotipados, prevalecem sobre os valores, as ideias e as propostas. Os políticos passaram a “vender-se” como autênticas estrelas de cinema por uma indústria de marketing político agressiva.
A moda na política e a subsequente superficialidade chegou a Portugal. Nos últimos dezasseis anos, sobressaíram políticos que não são mais do que produtos elaborados e altamente condicionados pelos meios de comunicação social, por interesses de ordem social, cultural, económica e financeira.
Os resultados estão à vista: O país regrediu e as políticas eleitoralistas condicionaram a vida para as próximas décadas.
A orientação eleitoralista fez com que Portugal fosse campeão das coisas negativas e que não se delineassem políticas estruturais a médio e longo prazo. A opção centrou-se na obtenção de resultados fáceis, na obsessão pela popularidade, mesmo tendo a noção que se estava a hipotecar o futuro do país.
O exemplo mais evidente da primazia pelos holofotes mediáticos é a postura dos mais recentes governos da república em relação à Região Autónoma da Madeira. Quando se arrecadavam votos por estar ao lado da Madeira, a opção foi a solidariedade, por seu turno, quando a generalidade da opinião pública pedia que se reprimisse os madeirenses, foi essa a escolha. Eis a aplicação mais elementar da política dos barómetros e das sondagens.
Contra a corrente dominante, a opção do Governo Regional passou por executar os seus programas e de ser autêntico na sua ação. Certamente, em determinados momentos do processo de desenvolvimento da Madeira, a opção por uma postura superficial poderia ter sido bem mais confortável ou popular, embora susceptível de levantar dúvidas, designadamente:
Seria possível executar o processo de infraestruturação se fosse tido em conta unicamente a opinião pública ou o juízo dos que condicionam a liberdade de pensamento do povo?
Os níveis de desenvolvimento evidenciados na Região seriam os mesmos se a linha estratégica fosse de avançar e recuar mediante a opinião dominante?
Atendendo à política de imagem, seria possível alavancar a Madeira longe dos mediatismos que hoje são valorizados pelos políticos da moda?
Certamente que a resposta a todas estas questões teria de ser negativa, visto que a autenticidade na política, a responsabilidade e o rumo estrategicamente tomado foram os trunfos para a obtenção do desenvolvimento Regional.  
A crispação que se tem vindo a se acentuar nas posições dos Governos centrais em relação à Madeira fazem concluir que existem outros objetivos por detrás de uma estratégia de desgaste do poder político regional. Será admissível uma Região autónoma ter um produto interno bruto acima do obtido no país? Será conveniente uma Região ter índices de qualidade de vida e de conforto superiores aos nacionais? Será aceitável a estabilidade política que sempre retratou o panorama político regional?
Apesar de tudo, muitos portugueses e políticos, da parcela continental, continuam a não perceber ou a não querer perceber, o mérito da governação madeirense e a robustez das suas políticas. Esquecem que, apesar das várias tentativas, os madeirenses continuam imunes à “política de plástico”. A verdade é que o povo não sobrevive de imagens e de slogans sofisticados, mas sim de opções políticas que determinem, pela positiva, o alcance do desenvolvimento desejável.    
A Madeira é hoje por via dos sucessivos governos da república sacrificada e punida injustamente.
No entanto e para já, olhando para a realidade nacional, estamos irremediavelmente reféns desta política que não se poderá continuar a tolerar para o futuro.
Os tempos são de mudança, o clima político exige reformas estruturais, que devem também passar pela reflexão do que se ambiciona, na Madeira e em Portugal continental, para o futuro das Autonomias Regionais.
A política real, autêntica e coerente, sejamos sinceros, faz muita falta a Portugal.

Artigo de opinião no Jornal da Madeira 

domingo, janeiro 15, 2012

O valor da economia solidária



A economia solidária ganha cada vez mais importância na medida em que acrescenta ao valor social o valor económico satisfazendo necessidades e procurando ter em conta os critérios de boa gestão e de eficiência.
Através da ação da economia solidária têm sido dadas respostas a diversos problemas sociais, com especial enfoque no domínio do desenvolvimento local. O horizonte da intervenção resume-se em objetivos claros no âmbito do combate à pobreza, à exclusão social e ao desemprego, flagelos do mundo global que têm vindo a se agravar nos últimos anos, sem nunca descurar a sustentabilidade económica.
A natureza da economia solidária, pese embora ter no centro da sua ação as pessoas, tem o desafio de incrementar oportunidades de negócio sendo que, neste âmbito, têm-se destacado as atividades tradicionais, os serviços, a defesa da cultura, a preservação do ambiente e o património.
A economia solidária ganhou maior preponderância na Região Autónoma da Madeira a partir de 2004, surgindo diversos projetos no âmbito das empresas de inserção social. Desde essa altura têm sido diversas as instituições regionais que abraçaram estes incentivos e que, com ideias inovadoras e através do desenvolvimento de conceitos tradicionais, transformaram-nos em atividades competitivas e socialmente muito positivas.
As empresas de inserção social desenvolveram-se na Madeira através de uma medida de incentivo ao emprego do Instituto de Emprego da Madeira com vista a criar iniciativas de valor económico e com o objetivo de integrar desempregados de longa duração e pessoas desfavorecidas no mercado de trabalho.
Estes projetos sociais, altamente reconfortantes do ponto de vista social, beneficiaram largas centenas de pessoas que, por via destas experiências, desenvolveram hábitos, rotinas, transformaram as suas vidas e adquiriram aptidões para o exercício de uma profissão.
Do ponto de vista económico, é interessante verificar o empreendedorismo e as ideias que foram postas em prática: Desde a reativação de atividades em vias de extinção até a criação de serviços ou até mesmo na criação de novas necessidades de mercado.
As principais críticas apontadas a estes projetos derivam destes serem desenvolvidos em contexto de organizações sociais e que, de certo modo, podem fazer alguma concorrência desleal a empresas com atividade económica similar. Apesar destas observações, as empresas de inserção social beneficiam pessoas com necessidades sociais específicas e exigem um esforço redobrado àquele que é habitualmente exigido no sector empresarial convencional. Importa reforçar que estas instituições e estes projetos, mesmo à luz da economia solidária, têm as mesmas obrigações em termos de contribuições ao Estado.
Outra das distinções entre a economia de mercado e a economia solidária reside nos recursos humanos. No âmbito da economia solidária e, de acordo com os seus públicos-alvo, torna-se necessário desenvolverem-se ações de formação pessoal, familiar e técnica. De igual modo, exige-se um acompanhamento técnico e rigoroso na execução das suas funções.
Vivemos num tempo particularmente difícil em que as fricções e as disparidades sociais evidenciam-se, daí que é altura de intensificar a aposta na economia solidária e no seu valor.
Nos dias de hoje há margem para explorar novas atividades e são cada vez mais os destinatários que querem e merecem uma nova oportunidade. Ajudando a percorrer o caminho é, sem dúvida, a forma mais correta de ultrapassar as dificuldades, através da pedagogia no desenvolvimento de competências pessoais e profissionais.
Do ponto de vista do consumidor e do adquirente de serviços provenientes de economia solidária pede-se um olhar especial e atento porque, ao optarmos por estes projetos estamos a contribuir e a beneficiar as pessoas, a premiar o esforço na procura de critérios de boa gestão e de eficiência e a gerar mais-valias sociais.
Desafia-se a contributos altruístas mas sustentáveis que acrescentem valor à economia, que potenciem os produtos e serviços regionais. É tempo de sermos solidários e de empreender socialmente de uma forma responsável e financeiramente sustentável.

segunda-feira, janeiro 09, 2012

Prémios Construir 2011




O Gabinete de Arquitectura madeirense MSB foi distinguido nos prémios contruir 2011, um orgulho para o sector e para a Região. Bem hajam!

MSB distinguidos - Prémio Construir 2011

O Gabinete de Arquitectura madeirense MSB foi distinguido nos prémios contruir 2011, um orgulho para o sector e para a Região. Bem hajam!
http://www.youtube.com/watch?v=wO5u1LmRhUs

segunda-feira, janeiro 02, 2012

Contradições Imprudentes


PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA Jornal da Madeira |  |


A Madeira tornou-se um alvo de opiniões e despoletou o interesse de comentadores e especialistas nas mais diversas áreas de especialidade e de intervenção. São centenas de individualidades solicitadas para participar em programas de opinião, ilustres conhecidos, anónimos e ainda jornalistas que extravasam o seu dever de informar e transformam-se em comentadores facciosos, muitos deles opinando sobre todas as matérias e domínios.
Em assuntos conexos com a Região desdobram-se em contradições e revelam impreparação e desconhecimento da generalidade destes “profissionais” da opinião. Recentemente, no âmbito das eleições legislativas regionais, os comentadores estiveram activíssimos em tirar as ilações dos conteúdos que foram vindo a público, criaram artefactos, condicionaram opiniões e contribuíram, também, para um clima de crispação junto dos portugueses da parcela continental, em relação à Madeira. Desta feita, a campanha negativa contra a Madeira, em ambiente eleitoral, foi tão agressiva que reverteu o efeito positivo que havia sido criado, de solidariedade e cooperação nacional, em torno dos acontecimentos dos temporais de 20 de Fevereiro de 2010.
Os assuntos referentes à divida da Madeira, criados e explorados ao milímetro, por diversos quadrantes e individualidades com responsabilidades no País, revelaram-se um trunfo, que aos seus olhos, poderiam resultar numa derrota do rosto e obreiro da Autonomia da Madeira. Por via de muitos comentadores extremaram-se posições e passaram a mensagem que, deste lado do Atlântico, estavam os prevaricadores, os subsídio-dependentes e que teria de ser activada a vingança. Este clima de mau estar, causado por muitos dos comentadores, instalou-se e crispou-se ainda mais após as eleições.
Como na política em Portugal é sempre mais importante agradar aos fazedores de opinião e à ideia dominante dos media, são cada vez mais os políticos que cedem a esta fraqueza, mesmo que, com essa conduta, cometam injustiças e abdiquem das suas convicções.
Situação caricata é, a actualmente vivida, perante o anúncio das medidas de assistência financeira da Região. Os comentadores que contribuíram decisivamente para uma campanha dura, injusta e altamente penalizadora para a Região, vêm defender o povo da Madeira e, com um tom de penosidade, alertar para as sacrificantes medidas quando foram eles próprios, como grupo de pressão, que exerceram influência nos decisores, para que, habilmente, fosse colocada de parte qualquer solidariedade e que se ignorassem as obrigações do Estado português às suas parcelas Autónomas.
São estes os comentadores que temos, não são verdadeiros nem imparciais e estão condicionados política e ideologicamente para poderem fazer o trabalho com credibilidade, autenticidade e imparcialidade. No que diz respeito à Região Autónoma da Madeira evidenciam raiva, frustração e até mesmo revolta de, apesar dos seus esforços, não condicionarem a opinião, o saber escolher e a liberdade do seu povo.

http://pintadoascores.blogspot.com

http://impresso.jornaldamadeira.pt/opiniao.php?Seccao=12&id=204431&sdata=2012-01-02