segunda-feira, janeiro 25, 2010

Serrão “Voltei, Voltei”

A nova liderança do PS Madeira faz-me lembrar uma das músicas de Dino Meira que tem uma letra, que com algumas adaptações, encaixa bem a Jacinto Serrão:

“Voltei, Voltei

Voltei de lá

Ainda agora estava em Lisboa

E agora já estou cá”

Esta quadra retrata o timoneiro Jacinto Serrão, o rosto do PS Madeira, que após o combate eleitoral com Vitor Freitas volta a ser eleito líder do partido. Apesar da escolha maioritária dos militantes do Partido Socialista, antevendo ser a melhor solução, no meu ponto de vista esta é uma escolha errada. Justifico-o em três pontos essenciais:

1) Jacinto Serrão – Derrotado histórico do PS

Jacinto Serrão sofreu para o PS a pior derrota de sempre na Madeira, mais especificamente nas eleições legislativas regionais de 2007, que marcaram um plebiscito à Lei das Finanças Regionais, lei esta, extremamente prejudicial para o desenvolvimento da Região e que dificilmente os madeirenses esqueceram e perdoarão.

2) Jacinto Serrão – Compadecente com os ataques políticos à Madeira

Jacinto fez parte do grupo de deputados na Assembleia da República que ofereceram o boletim de voto parlamentar a José Sócrates, para que pudesse utilizar como bem quisesse para que com medidas de Estado pudesse prejudicar as opções políticas do Povo da Madeira.

3) Jacinto Serrão – Sem fulgor de líder

O revalidado líder do PS Madeira já tinha demonstrado que não tem carisma nem estofo para ser o rosto do maior partido da oposição na Região Autónoma da Madeira. A anterior passagem pela liderança do PS iniciou um ciclo de descrédito e de perda de terreno para com o PSD, e até mesmo com outros partidos da oposição regional, daí um erro estratégico.

Estes são alguns motivos que denunciam que o PS pode vir a perder cada vez mais terreno no espectro político regional e podendo até ser ultrapassado pelo CDS/PP. Os tiros nos pés são tantos e exige ao PS e aos seus militantes uma reflexão profunda sobre as suas opções e o seu futuro. Na verdade temos de estar bem cientes que os outros partidos existentes no panorama regional agradecem o pântano e as divisões internas no PS Madeira.

O PS Madeira para mudar de rumo precisa de redefinir as suas prioridades, mas também necessita de dar um murro sobre a mesa para com o partido nacional, que elegeu a Madeira e Alberto João Jardim como o seu inimigo político número um. Os madeirenses já entenderam esta disputa partidária e não estão dispostos a pagar uma factura que apenas envaidece o Secretário Geral do PS.

Para os madeirenses puderem confiar o voto ao PS precisam por um lado de um sinal claro e destacado da asfixia e do ataque da Madeira pelo PS Nacional, e por outro de um grupo de políticos que fomentem a credibilidade, e que mais do que satisfazer os barões nacionais do partido, possam defender com “garra” os madeirenses e os seus direitos.

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