domingo, junho 22, 2008

XXXI CONGRESSO DO PSD

Decorreu neste fim de semana o XXXI Congresso do PSD, onde a nova líder Manuela Ferreira Leite foi empossada e constituiu a sua equipa.
Num congresso com moções para discutir e pontos de vista a aclarar, destaco alguns momentos, tecendo algumas considerações:

1. Manuela Ferreira Leite, a Presidente do PSD, esteve em "lume brando", com um discurso baseado numa moção de estratégia global que apresentou ao partido rodeada de notáveis.

2. A Moção. Uma moção bem estruturada, simples e clara realçando a matriz social democrata. Este documento é um hino à credibilidade e à frontalidade do partido perante os militantes e os portugueses.

3. Pecado das Autonomias. A nova presidente do PSD tem um erro craço, descarado e pouco perdoável o facto de não se referenciar às materias das autonomias regionais, e sobretudo por não focar uma única vez a Região Autónoma da Madeira. Faço duas leituras, ou MFL quer dar uma resposta ao mau resultado que teve na Madeira, ou então demonstra que é uma centralista e que não está para colocar na sua agenda o alargamento das autonomias e subsequente entendimento entre as Regiões e o Governo da República. UM ERRO.

4. Congresso ovacionou:
Pedro Passos Coelho
Pedro Santana Lopes
Ângelo Correia

5. Pedro Santana Lopes. Com a sua intervenção no congresso do PSD fez ver ao partido e sobretudo aos militantes que o PSD tem de contar com ele. Um animal político, que alicerça o discurso com frontalidade e que apela à Ética na Política e enfrentou todos aqueles que na sua perspectiva contribuíram para o desgaste dos líderes do partido nos últimos anos. Mas que voz sonante que fez parar, aplaudir e sobretudo pensar este congresso. Que discurso! Nos bastidores elogios de todos os quadrantes, passistas e ferreiristas. O Congresso precisa destas intervenções, o PSD precisa de Pedro Santana Lopes.

6. Ângelo Correia. Um histórico, um percurso, mas sobretudo um grande puxão de orelhas ao PSD. Evidenciou que quis trabalhar neste regresso à política como Presidente do PSD mas não conseguiu. Falhou. É tempo de novas atitudes PSD!

7. Pedro Passos Coelho. Esteve lá, assistiu com responsabilidade aos trabalhos do congresso, apesar das derrotas nas directas. Entreviu, calou o congresso e disse também aquele que pensa querer deste PSD e da sua presidente. Pediu um programa para o país, se calhar bem, mas evidenciou alguma arrogância. PPC é claramente um líder e estará certamente atento pela sua oportunidade. Um discurso exemplar e um homem com carácter e de convicções. Reconheço as principais linhas da sua intervenção e acredito que estará no palco da política portuguesa muito em breve.

Acredito que o PSD está com energia, está com um estilo e uma postura de liderança diferente. Têm a encabeçar os destinos uma mulher firme, competente e que certamente irá mostrar a Portugal que o PSD merece ser Governo e que os portugueses têm deixar de ser enganados por José Sócrates.

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