terça-feira, agosto 28, 2007

AS LEVADAS DA MADEIRA!

Na sequência do pedido de um leitor assíduo do blog Pintado Às Cores (por identificar) e para outros que estão irrequietos para "rasteirar", passo a fazer alguns esclarecimentos sobre as minhas declarações no passado dia 19 de Agosto de 2007, aquando a realização do Dia do Emigrante na Freguesia da Ilha:




O Jornalista da RTP-M na sequência de entrevista que fez sobre o Dia do Emigrante perguntou:
“ Dado que a Freguesia da Ilha é uma Freguesia com grande potencial em termos de recursos naturais se concordava com eco taxa?”
Eu disse que não tinha uma opinião formada sobre a eco taxa e sobre a modalidade que se poderia aplicar, mas que achava que se deveria explorar os recursos naturais e turísticos como forma de criar postos de trabalho e ao mesmo tempo contribuir para a sustentabilidade e manutenção dos recursos oferecendo melhores condições por sua vez.

Vejamos agora o meu entendimento sobre a matéria:

1º Não tive a oportunidade de ver a peça informativa da RTP-M, contudo face à informação vinculada penso que a informação não foi transmitida na integra. Passaram a mensagem que tinha sido levantada a polémica das levadas pelo Presidente da Casa do Povo da Ilha. Eu não levantei polémica nenhuma, apenas expressei um ponto de vista sobre a matéria à qual foi suscitada pelo jornalista;

2º É obvio que não tenho uma ideia formada sobre uma eco taxa sem estar prevista a modalidade de aplicação….

3º Também é óbvio, que como jovem tenho de pensar a longo prazo sobre a sustentabilidade dos nossos percursos e formas de agilizar a economia das pequenas localidades rurais.
Como manter?
O Erário público irá poder suportar para sempre os custos subsequentes da manutenção?
Podemos oferecer melhores condições a todos os que caminham nas nossas florestas?
Estamos perante uma matéria uma oportunidade de negócio por explorar?

4º Não defendi de modo algum que se deverá pagar para caminhar nas nossas florestas, mas sim criar mecanismos de exploração económica dos mesmos. Exemplos: Pontos de Informação Turística; Pontos de venda de equipamentos úteis para as caminhadas, carreiras próprias de visita à floresta indo colocar os caminhantes ao início do trajecto e ir buscar depois etc etc…

5º Acho que não deveria ser aplicado uma taxa mas sim proporcionar condições e oportunidades de negócio, e que nesse caso poderiam ser explorados por associações de desenvolvimento local criando postos de trabalho e proporcionando a manutenção das levadas e veredas.

6º Mesmo com a aplicação de uma taxa ou um bilhete achava que este não deveria ser aplicado aos madeirenses o mesmo valor.

7º Por fim em matérias gerais, sou defensor do UTILIZADOR – PAGADOR, desde que tenhamos as melhores condições para a utilização de um serviço. Times are Changing….
Não vi a reportagem, mas não me responsabilizo pelo introdução do jornalista que pelos vistos diz que eu concordo com uma taxa.


António Trindade