sexta-feira, junho 30, 2006

30 Anos de AUTONOMIA

Comentário Rádio Santana 29/07/2006

25 Abril - Regime Democrático / Regime Autonómico

Madeira e os Açores aproveitou a descolonização dos países africanos para reivindicar a descentralização de poderes no combate aos níveis anormais de pobreza que se vivia na RAM.

1974 – O PIB da Madeira correspondia a 28% da Média da União Europeia e 40% da Média Nacional.

Génese Autonomia
Processo de Descentralização
Conquista de Competências

Durante anos houve a necessidade de se transferir poderes para a madeira devido à insularidade da nossa Ilha;

A vida política neste processo autonómico colocou sempre como figura central o madeirense, a proximidade com ele e a satisfação das necessidades e anseios.

A Madeira foi por muitos anos esquecida, só em 1984 é que houve a 1ª transferência de verbas do orçamento de estado para a madeira.

A Autonomia e o ciclo de desenvolvimento da Madeira circunscreve-se em 3 fases:
1. Génese
2. Satisfação Necessidades Básicas - A Autonomia veio trazer a satisfação das necessidades mais prementes dos madeirenses:
- Luz / Água/ Centros de Saúde / Escolas etc…
3. Entrada para a UE – Grandes obras na RAM que transformam a Madeira.

A Autonomia transformou a Madeira
A Autonomia deve ser um orgulho para os madeirenses e devemos continuar a defender e abraçar esta causa e esta bandeira independentemente da militância política. A autonomia é uma questão cultural.
A Autonomia revela resultados animadores, a Madeira ultrapassou já a média da riqueza nacional e somos a 2ª região mais rica de Portugal depois de Lisboa e vale do Tejo.

Autonomia Projecto de Sucesso - Grande Impulsionador Presidente do Governo

Futuro da Autonomia?
Os limites devem ser: Língua / Bandeira / Hino/ Unidade Nacional / Defesa Nacional/ Negócios Estrangeiros.

4 Pilares da Autonomia:
-constituição
- Estatuto Político - Administrativo
- Lei das Finanças Regionais
- Artº 299 do Tratado da União Europeia que institui as regiões ultraperiféricas.

Devemos apostar num modelo de desenvolvimento regional
- Alargando o Centro Internacional de negócios com benefícios fiscais para as empresas.
Não podemos viver eternamente do sol / Turismo/ Agricultura/ Grandes Obras. Aposta nos Serviços.

Autonomia - Desenvolver Portugal no Atlântico - A Madeira desenvolve-se e é bom para Portugal.


Pontos positivos da Semana:

- Recuperação de 18 percursos pedestres recomendados, financiado por fundos comunitários e verbas do governo regional destacando-se entre eles: Quebradas ao Ribeiro bonito/ Queimadas e o Caldeirão Verde/ Achada do Teixeira Ilha. Aposta na qualidade das nossas veredas e Santana é um exemplo concreto de qualidade dos percursos;

- Inauguração da unidade de turismo rural - Casa das Fuchsias - mais uma unidade de turismo rural em Santana, tornando o concelho um destino de excelência do turismo rural/ turismo de natureza e aumentando a oferta turística do destina SANTANA. A Freguesia do Arco de São Jorge o seu ninho.


Pontos Negativos Negativos da Semana:

-Artigo da visão da passado dia 22 de Junho que faz uma campanha completamente negativa contra a madeira e a autonomia. Política do deita a baixo contra a madeira.
Madeira com tanta obra com desenvolvimento com índices de desenvolvimento e conforto e passa-se esta imagem negativa, sobre muitos aspectos da vida política e social.
Foca em Santana como um dos concelhos mais pobres do país mas é preciso fazer atenção como se apuram estes dados. Onde se considera os emigrantes dividindo a riqueza por todos, sabendo que eles não vivem, cá.

- Imprensa Internacional sobre o Jogo de Portugal – Holanda- jogo atípico, árbitro protagonista.

quinta-feira, junho 29, 2006

Porquê no Futebol e Não na Política?


Comentário Rádio Santana 22-06-2006




Li um artigo de Kofi Annan que me fez reflectir sobre o fenómeno do futebol. E porque este não se repercute na participação cívica e social?
O Campeonato do mundo é um dos poucos fenómenos universais. É mais universal que as Nações unidas, a FIFA conta com 207 países membros participantes e a ONU apenas 191.

No campeonato do mundo do futebol que se vive actualmente, todos os países competem pela melhor posição no campeonato. Porque é que política e no mundo todos os países não competem na defesa dos direitos humanos e na melhoria das condições de vida onde se combata a fome a miséria e a pobreza?

O campeonato do mundo coloca pessoas a discutir por todo o lado aspectos pormenorizados de um determinado jogador ou momento do jogo. E na vida cívica poucos são aqueles que discutem a realidade da Freguesia, Concelho, Região ou País, considerando-a uma questão alheia e ignorando-a ao mesmo tempo.

Poucas discussões do género, como aquelas que se faz no futebol se faz no sentido de obter melhores resultados na melhoria das condições de vida das populações, na luta pela exclusão social, no acentuar da dignidade humana e na proliferação do conhecimento.

Na esfera regional, nacional e internacional deveria existir factores de nivelamento como no futebol, onde todos podem ter uma oportunidade real de utilizarem os seus trunfos, não existindo tratamentos diferenciados.

No futebol aceitamos a contratação de jogadores estrangeiros bem como contratar treinadores de outros países, mas na emigração humana não entendemos que esta troca pode trazer vantagens para os migrantes, para os países de origem e para as sociedades que acolhem.

Quase todos os cidadãos já tentaram praticar futebol e porque será que esses mesmos cidadãos não estendem a mão para ajudar ou pelo menos tentar ajudar o próximo ganhando consciência voluntária e solidária? Esta prática de inter- ajuda certamente seria também uma boa experiência.

Porque será que no futebol existe um verdadeiro respeito pelo árbitro pelo juiz e pelas regras no jogo? Na vida quotidiana os cidadãos não interiorizam o respeito pelo próximo e têm dificuldade em reconheçer o poder da autoridade fazendo jus à justiça? No mundo que vivemos se calhar também exige que conheçamos as regras e que saibamos respeitá-las sabendo que a nossa liberdade termina quando a do outro começa.
O futebol é um fenómeno do qual também partilho em que suportamos uma equipa ou uma selecção. é um fenómeno porque une os povos e cidadãos partilhando alegrias e tristezas, partilhando e discutindo as regras e as conquistas.

Este fenómeno deveria transferir-se em parte para a nossa vida em família, em comunidade e na nossa maneira de estar no mundo. Porque assim tudo seria mais justo e todos lutariam para as vitórias de acordo com as mesmas regras e leis da concorrência como num campeonato do mundo.

Aspectos Positivos:
Vitória Mundial Portugal- 1º Grupo D
40 anos depois Portugal passa às oitavos de final. Contudo os restantes jogos devem ser analisados com frieza e de uma forma realista;

Bandeira Azul - Ribeira do Faial
A associação Bandeira Azul galardoou 15 praias da madeira e dentro delas estava a Ribeira do Faial em Santana.
A Bandeira Azul é um símbolo de qualidade ambiental atribuído anualmente às praias e marinas que se candidatam e cumpram critérios como a Qualidade da Água, Informação e Educação Ambiental, Gestão Ambiental e Equipamentos e Segurança e Serviços.


Aspectos Negativos
Assumir dos movimentos Extrema Direita Portuguesa
tem posições racistas
Faz-me confusão num país que durante anos foi em largos números um país de emigração em que os portugueses saíram para ganhar a vida e melhorar a qualidade de vida no nosso país e neste momento que estes comportamentos extremistas.
Grupos que tem feito manifestações contra os emigrantes.

Lei das Finanças Locais - Alteração
Parece à partida uma lei pouco positiva para as autarquias
Redução das verbas
Tratamento diferenciado para municípios diferentes com a margem de 5 % do IRS. O que permite taxas diferentes dependendo da política dos municípios.
Juntas de Freguesia – Vem matar visto que já recebem pouco e com esta lei piorará o problema. Os órgão que está mais próximo e conhece pormenorizadamente o problema das populações.

Inconstitucionalidade dos Exames de 6º Ano
Modelo Educativo Regional
Português, Matemática- Preparação dos Alunos
Incutir a exigência e na melhoria de áreas onde há fracos resultados.
Experiência de medidas implementadas na Madeira e que foram adaptadas à realidade nacional
Ex: escola a tempo inteiro
Inglês e informática no 1º Ciclo

quarta-feira, junho 07, 2006

Lei da Paridade: Palmas a Cavaco Silva



A absurda lei da paridade recentemente vetada pelo Presidente da República é uma verdadeira “fantochada” e menospreza todas as mulheres portuguesas.

A paridade ou as quotas não é mais do que “interiorizar que a mulher é uma coitadinha” por favor…

Na política as pessoas devem exercer os cargos políticos com base no mérito, na competência e capacidade e não estar à priori destinados lugares nas listas… independentemente se é jovem, idoso, homem ou mulher.

Cabe aos partidos definir as suas listas e prioridades de acordo com o leque de escolha que possa ter.

Considero que esta lei da paridade é uma discriminação negativa para as mulheres.
Penso que as mulheres são tão capazes inteligentes e estão convictas do que querem e não precisam de uma lei, de uma bengala ou de uma cunha para atingir as suas pretensões políticas.

sexta-feira, junho 02, 2006

Transmissão dos Jogos do Mundial


Ainda estou em estado de choque por haver estações de TV que proíbem que as transmissões possam ser feitas em espaços públicos e em praças em ecrãs gigantes.

Ainda mais perplexo fico quando se autoriza a transmissão desses mesmos jogos em espaços públicos privados, ou seja, em bares e restaurantes.

Fico com duas dúvidas ou interrogações:

Será que os clientes públicos não pagam as suas contas?

Qual a diferença entre um restaurante e uma instituição? Já percebi os restaurantes têm receitas se os clientes assistirem aos jogos?

Que contrasenso, infelizmente não vale a pensa fazer nada. Este tipo de discriminação é uma ofensa a todos os clientes públicos.

E este é a filosofia do nosso país…