segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Participação Política dos Jovens

“Tem de ser os jovens a cativar outros jovens, eles expressam o ponto de vista que se pretende e revertem-no na sua linguagem” Ray Zeller

A vida política é um processo que está em constante formação e deve ser tema de debate. A política precisa do entusiasmo e da ambição dos jovens para os valores em que se deve basear.
A participação política é a acção voluntária tendo como objectivo exercer influência sobre o processo de decisão política.
Podemos assim desde logo identificar formas convencionais de participação política e formas não convencionais.

Formas Convencionais de Participação Política:
- Votar
- Trabalho Partidário Regular
- Campanhas eleitorais
- Trabalho de informação política (publicar, escrever informação política)
- Ser membro de organizações que tem como objectivo influenciar o poder político (organizações de comércio, organizações agrícolas, organizações juvenis/mulheres/idosos etc etc...)



Formas não Convencionais de Participação Política :
- Participação em Greves,
- Bloqueios eleitorais
- Consumismo Político (Adquirir ou deixar de adquirir determinado produto por razões políticas (ex: bolas da Nike no Mundial).
- Comportamento Violento (participar em greves ilegais)

Não podemos dizer efectivamente que os jovens de hoje não participam na política de todo, a participação política não se resume simplesmente ao acto de votar ou então de militância ou de participação em campanhas.
Se a participação política inclui toda a participação em movimentos, associações que de certo modo contribuem para influenciar a decisão política, então os jovens não estão desligados completamente, porque hoje em dia, cada vez mais são os jovens que integram esses movimentos.
Esses jovens cultivam a ideia que a sua participação deve contribuir para reforçar a justiça social e que seja expansiva o mais possível.


Variáveis que podem servir para explicar a participação política ou não participação dos jovens:

1. Filiação ou simpatia dos pais por determinado partido.
2. Interesse político ( discussões políticas, consumo político pelos media).
3. Educação política (Democracia na escola, universidade, no trabalho).
4. Actividade Social (contribuir em acções sociais, ajudar os outros).
5. Valores políticos, atitudes.
6. Saber o que se passa na política, conhecimento de formas de participação política.
7. Posição Ideológica própria.
8. Crença Religiosa
9. Variáveis Sócio- Demográficas.
10. Recessão Económica.
11. Escolha ideológica distanciada.
12. Bipolarização Partidária( ganha um ou outro)


Os Partidos políticos e os governos do Séc. XXI Deparamo-se com a crescente dificuldade em mobilizar; Interpelar os jovens é ainda uma tarefa muito mais difícil. De muitos estudos que se tem feito demonstram apatia política e cívica dos jovens.
A causa da não participação política dos jovens poderá reflectir a ineficácia dos formas convencionais de participação política, no sentido de esquecer por vezes as preocupações e os problemas que os jovens enfrentam.

No entanto é importante a participação política dos jovens. Os idosos têm a maior percentagem de exercício do direito de voto, e subsequentemente são alvo de muitas promessas e medidas políticas. No sentido inverso os jovens são os que têm as percentagens mais baixas de votação.
Quando os jovens votam e incentivam outros jovens a votar, esse comportamento serve o interesse dos jovens. Se os jovens participam mais os políticos ficam com o feedback que este grupo é uma força política a ter em conta nas suas agendas políticas.
Se os jovens pretendem atenção e resposta aos seus anseios têm de certo modo ir ao encontro.



Práticas para a mobilização dos jovens para a participação política:

a) Novo estilo de campanhas eleitorais, evitando para tal o negativo ataque aos adversários políticos , mas privilegiando o debate claro de ideias.

b) Actividades políticas inovadoras- nas diferentes estruturas dos partidos políticos.


c) Envolver-se nas actividades juvenis- Ir ao encontro deles e passar uma mensagem positiva e mostrar interesse naquilo que fazem.

d) Envolver Jovens em todas as oportunidades- incluir os jovens em todas as actividades e funções políticas.


e) Dar tarefas aos jovens voluntários –distribuir tarefas, pois eles sentem-se úteis em desempenhá-las e assim têm mais motivação em continuar.

f) Utilizar as mais diversas tecnologias- Em países como os E.U.A Páginas Web, manifestos em dispositivos informáticos e Blogs têm contribuído para mobilizar jovens para o voto.

g) Colocar os Jovens a Interagirem- Os recenseamentos, a filiação e a mobilização dos jovens tem melhores resultados quando são desenvolvidos e promovidos dos jovens para os jovens.

h) Atribuir certificados/ gratificações- Os jovens gostam de ser reconhecidos pelo seu trabalho, estes gestos reforçam o seu envolvimento na política.


i) Apostar na Educação política- reforçar a educação política dos jovens no qual privilegie o conhecimento, a habilidade e os valores relevantes que emergem da natureza da democracia participada. Está comprovado em diversos estudos que a não participação política dos jovens deriva da sua ignorância política.


MEDIDAS PROFUNDAS PARA APELAR À PARTICIPAÇÂO:

1. Gratificação para votar – se o sistema não quiser utilizar a coerção para induzir os cidadãos a votar, porque não pagar para votar?

2. Benefícios Fiscais para quem vota.


3. Antecipação da Idade da Reforma para os cidadãos que tenham exercido o seu direito de voto.


4. Antecipação da Idade de Voto de 18 para 16- Devido ao facto de se verificar que os jovens são os mais abstencionistas, esta medida vinha incutir nos jovens no período pré-universitário para a participação política, bem como para a responsabilidade cívica que é exercer o direito do voto, criando hábitos.


5. Apostar fortemente no marketing político direccionado para os jovens- Adequar linguagem e apostar em medidas concretas para esta faixa etária, adoptando métodos e forma de apresentação aliciantes.






Os jovens encorajam os amigos para participar, e a sua juventude reflecte a participação nas organizações por muitos anos; estarão envolvidos e votarão por muito tempo, e esse é um trunfo para manter os partidos e a democracia viva e saudável.
25/02/2005

terça-feira, fevereiro 22, 2005

O Pântano de Novo nas Mãos!

Em democracia ganha quem consegue mais votos, ou melhor, quem consegue ter o apoio do povo.
Foi o que aconteçeu.O dia 20 de Fevereiro ditou uma vitória aos mesmos que diziam que o país estava num pântano, às mesmas figuras que diziam que não eram capazes de governar o nosso país.
Infelizmente a memória dos portugueses é curta, esse partido ganhou as eleições, uma vitória inequívoca e que não deixa qualquer dúvida sobre a vontade dos portugueses.
Resta-nos esperar por tudo o que pode advir deste novo governo.
Será que desta vez e com maioria absoluta vão ser capazes de governar?
Será que o "discipulo do último primeiro-ministro de Portugal" não terá medo do pântano que ainda tem marcas do seu Desgoverno?
Os cenários parecem ser os mesmos, a equipa práticamente a mesma, e o primeiro ministro não é o mesmo, mas semelhante.
Agora resta-nos esperar pelo facilitismo, talvez vamos voltar às vacas gordas. Sim porque durante três anos "apanhou-se erva".
Cuidado é com os referendos ... O POVO NÃO VAI ANDAR TODOS OS DIAS NAS URNAS
Resta esperar e ver.... Vamos acreditar na competência e na responsabilidade.

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Ora Ora a TAP- E a Madeira...

Realmente a luta pela autonomia, pelos valores, pela liberdade do povo madeirense dificilmente consegue entrar em algumas cabeçinhas.
Ora Ora a TAP- Transportadora Aérea Portuguesa, então não lançou uma promoção na comemoração do seu 60º Aniversário de 60€ por viagem para 22 destinos europeus... Pois é grande novidade, grande oportunidade... agora os portugueses devem aproveitar esta oportunidade e conhecer a Europa.
Mas.... só agora reparei, curioso....... não acredito afinal os Madeirenses não são considerados pelos senhores da TAP como portugueses.
Não é que os pontos de partida para usufruir desta promoção, é apenas Faro, Lisboa e Porto.... Sinceramente.
Como se não bastasse a Madeira é um destino significativo em termos de mercado desta companhia.
Infelizmente este é o nosso mundo... ou melhor o nosso país.
Considero que este é um desrespeito por todos os madeirenses, que apesar de viverem numa ilha também são portugueses, e acima de tudo é um desrespeito por todos os clientes madeirenses da TAP.
Ainda há quem diga que as ilhas é que estão bem e que são sempre favorecidas e que basta de favorecimento. Quem apregoa essas ideias soltas devia vestir a pele do madeirense, constatando este esquecimento da TAP (ou talvez propósito).
Realmente a luta pela Autonomia, pelo reconhecimento faz sentido......
Agora resta-nos velar para que não se continue a praticar erros discriminatórios às Regiões Autónomas como se fez nesta PROMOÇÃO TAP CONTINENTE PORTUGUÊS!

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Estrangeirismos- "Os nossos Emigrantes"

Aqui estão algumas palavras e expressões engraçadas que os nossos emigrantes utilizam no dia a dia falando português:
fr- Francês
Ing- Inglês.


Sofage (fr)- Aquecimento.
Fier(ing)- Aquecimento.
Microwaves(ing)- Micro- ondas.
Macherums(ing)- Cogumelos.
Caxastrofe(fr.)- Catástrofe.
Fazer uma ducha(fr.)- Tomar banho.
Queres um "drink"?(ing)- Queres beber alguma coisa.
Queres um cake!(ing)- Queres bolo?
Vais de Van (ing)- Vais de carrinha?
Traz os cold drinks do Fridge(ing)- Traz as bebidas do frigorifico.
Cofre(Fr.)- Porta da Bagagem
"Faço Ofícios"(ing) - Limpeza de Escritórios.
"Sou Supervasa"(ing)- Supervisora
Desengaja(fr.)- Desapareçe.
Ruva (ing.)- Aspirador
Mop (ing.)- Esfregona
Nife (ing.)- Faca
Desengage (fr.)- Desapareçe
Trabalho na Campanha (fr.)- Trabalho na Agricultura.
Serras (fr.)- Estufas
Trabalho na Embalagem (fr.)- Trabalho no Armazem.
Supervasa (ing.)- Supervisor
Time Chet (ing.)- Folha dos Horários.
Farma (ing.)- Agricultura
Londdra (ing.)- Lavandaria

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

Porque apoiar um candidato....mas Porquê?

Ainda falta tanto para as eleições presidenciais e já se vai falando em possíveis candidatos.
É certo que a faz-me muita confusão falar em desafios que ainda dependerão de muitas situações. As pessoas tentam esconder ou desvalorizar os desafios actuais falando noutros desafios, fazendo com que se vá desvalorizando os actuais combates.
Detesto ver falar em pessoas que se julgam intocáveis e que apenas querem participar quando está em causa os seus interesses.
Não sou apologista de figuras intocáveis, pessoas que participam ou deixam de participar, dependendo da sua concordância ou não.
Nos partidos políticos como em tudo, quando participamos em grupo deve haver um príncipio que considero fundamental a LEALDADE. Quando não se concorda porque é que não se enfrenta nos locais onde se deve fazê-lo e dizer que não se concorda?
Penso que muitas figuras querem é ver o "mal na terra alheia" fazendo com que alguns possam ir perdendo a sua popularidade, para que a sua imagem continue a ser a predominante.
Se alguém se considera dono do saber, se julga capaz de mudar o rumo de Portugal porque não colabora para conseguirmos o melhor para o nosso país?
Porque é que é que se escondem e apenas falam na TV tornando-se "fazedores de opinião"? Mas porquê? Mas porquê de certo modo têm medo de dar a cara nos nossos combates, nos nossos desafios, no futuro do nosso partido?....
Será que o partido que os apoiou em combates eleitorais do passado não foi o mesmo partido de hoje? Será que os militantes que apoiaram incessantemente essas pessoas não são na generalidade os mesmos?
Que dúvidas existênciais!...
Por isso sou claro que ninguém deve ser intocável e também ninguém deve ser apoiado sem merecer, porque só ninguém vai a lado nenhum mesmo com as sondagens a seu favor! O PSD tem de analisar e ponderar muito bem quem vai apoiar mas acima de tudo terá de analisar se estamos perante pessoas fieis, trabalhadoras, leais ao partido e se efectivamente merecem que a máquina partidária trabalhe em seu favor. A máquina deve se mover quando considera que é o melhor para o partido e que acima de tudo seja melhor para Portugal.
Talvez o candidato ainda não surgiu.... essa opção agrada-me muito.
Longe se vai do tempo das Presidenciais....ha muito ainda por fazer, por conquistar. Quem me dera que certas tendências se alterem, e isso seria fazer justiça. Não coloco em causa a competência dessas pessoas, mas sim as atitudes...

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

Para Onde Caminha a nossa Juventude

Pensar na juventude é sem dúvida pensar no futuro da humanidade, nos projectos a realizar e nos novos desafios.
A sociedade que vivemos permite com que caminhemos sem nos dar de conta da velocidade com que o tempo passa, bem como, das transformações que ocorrem. Mas falando da juventude obriga a pensar no mundo que temos e para onde caminhamos.
Quando penso na juventude de futuro fico apreensivo. Apreensivo não porque a juventude vai mudar comportamentos, valores, hábitos, mas sim porque fico a pensar se nós estamos a preparar bem o futuro da nova juventude.
Acredito claramente que o sucesso dos jovens de hoje e as condições que têm dependeram do esforço e da preparação que os mais velhos fizeram.
Por isso cabe a nós jovens e menos jovens idealizarmos e concretizarmos uma sociedade de futuro em que permita aos jovens inovar conhecer e crescer como "cidadãos do mundo".
Falar em juventude na minha prespectiva é falar em áreas transversais, desde a saúde, o social, a cultura, educação.... falar em juventude é preparamos a sociedade, prepararmos e consciencializá-la no sentido em que os jovens serão os obreiros do amanhã e os projectistas do futuro da humanidade.
O homem é aquilo que projecta, aquilo que idealiza aquilo que conquista.


quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Os Tons de Portugal: Da Vitamina Laranja às Rosas Murchas

A Politika em Portugal segue um trajecto que vem dificultar a vida a todos os portugueses.
Já há muito se fala que "o homem é um animal político", bem como que "a política é um jogo que o resultado é soma 0". Estou certo que da nossa política nacional o resultado tem vindo a ser não soma zero, mas sim soma negativa, porque os portugueses parecem verdadeiros construtores civis em que constroem num dia e destrõem noutro. É triste depararmo-nos com esta realidade, mas esta é a verdade pura e dura, isto porque ainda não cultivamos a ideia, que para ter é preciso trabalhar e que para colher é preciso semear.E a opção que os portugueses tem tido para escolher é se realmente querem crescer seguindo as pegadas dos países desenvolvidos e dos nossos pareceiros comunitários, ou se queremos ser sempre considerados o "parente pobre" ou "o triste dos mais fortes".
Sendo assim deparamo-nos com um cenário de eleições antecipadas, idealizado por um homem que defende que Portugal deve ser o "parente pobre". Não defende claramente, mas as suas decisões espelham essa opção, a opção do atraso e a opção do jogo dos partidos políticos, a opção do jogo das eleições e a opção do favorecimento.
Infelizmente o nosso país é um país de teóricos e em vez de debrucarmo-nos no progresso, desenvolvimento e na acção preferimos fazer eleições.
É claro que nem todos desejam eleições, nem todos querem Portugal na cauda da Europa ou em dificuldades económicas, mas o que vale as opiniões se esses que têm o poder de decisão, em vez de serem os melhores são os maiores.
Resta-nos portugueses decidir e entrar no jogo dos partidos e no jogo das eleições. Neste jogo temos claramente de optar entre um homem de coragem, com visão e com responsabilidade política, ou então escolher um indivíduo que passou a vida política na sombra das vacas gordas e na defensa da política do "porreirismo nacional".
Penso que tem massa crítica e quem tem minimamente a noção da realidade e do possível não exitará em decidir.
Julgo que a melhor opção para Portugal é sem dúvida enfrentarmos intocáveis, enfrentar os "ratos viciosos do sistema" e caminharmos para outro patamar na consciência que todos temos de trabalhar, todos temos de colaborar e de nos esforçar para que POrtugal possa ser brevemente um país da actual e não um país do passado "sem beira nem eira".

Dando Nome às Coisas

Se a vida é feita de prazeres, de lutas e de conquistas encontramo-nos perante uma imensidão de pensamentos e de objectivos.
Resta-nos pensar em tudo quanto nos envolvemos, em tudo que nos ocupa e acima de tudo por aquilo que nos faz mover.
Pintado Às Cores pretende ser uma maneira diferente de ilustrar pensamentos, vivências, curiosidades, raivas, emoções, sensações....