sexta-feira, fevereiro 09, 2018

UM MURRO SOBRE A MESA PELA VENEZUELA


(Artigo de opinião mês Fevereiro - revista Madeira Digital )

A crise económica na Venezuela, originada pela ditadura política vigente, é um assunto que não pode deixar nenhum madeirense indiferente, até porque há uma enorme comunidade madeirense a residir naquele país. 

Não podemos, de algum modo, passar ao lado de uma realidade que, por si só, é de uma violência atroz. As crises na Venezuela têm destruído aspirações, património e bem-estar de tantas famílias madeirenses que apostaram tudo naquele País, com a agravante de ter efeitos na nossa própria economia, quer por via da perda de remessas, quer pela anulação de investimento daquela comunidade, que muito contribuiu e contribui para o desenvolvimento da nossa Região.

Felizmente a Madeira de hoje não é a mesma da que propiciou a saída de tantos e tantos conterrâneos para a América do Sul. Repito, não é a mesma de todo. Mas seria fazer vista grossa não reconhecermos que o rasgo da partida à aventura na procura incessante de melhor qualidade de vida para terras longínquas por estes nossos irmãos, contribuiu não só para a ansiada melhoria de vida dos seus protagonistas, como para todos os que cá ficaram, proporcionando através das suas transferências financeiras uma melhoria acentuada de qualidade de vida. Senão vejamos, foram os investimentos em habitações, foram as empresas que criaram, foram as famílias que ajudaram financeiramente e não só, até mesmo na dimensão cultural o que permitiu um intercâmbio que fez crescer e abrir horizontes a todos.

Esta é uma crise sem precedentes, que mata sonhos e que coloca em causa até a própria subsistência de homens e mulheres trabalhadores, empreendedores e aventureiros. O estado venezuelano não olha a meios para os seus fins, características de uma ditadura comunista que promove a desigualdade e que mais não faz do que fomentar uma sociedade medíocre, dependente e refém da política musculada. E o que temos feito para fazer face a esta situação? Assistimos impávidos. De facto, existem muitas cartas de intenções, muitas demonstrações de solidariedade que não passam de gestos, mas que pouco se têm materializado. É compreensível o desespero e até mesmo a revolta daqueles que não têm saída, até mesmo o de conseguir uma viagem para regressar à sua terra natal, pela inércia de uma suposta ordem internacional.

De facto, é mais do que claro, que a Venezuela hoje não é apetecível do ponto de vista dos interesses e dos recursos naturais. Se assim o fosse a atitude seria outra, seria a de enfrentar o poder instalado e déspota, de modo a normalizar o clima político, o modelo social e financeiro do país.

Por mais esperança que exista em quem tudo deu a um país que outrora o acolheu, ou mesmo por via das preces de tantos irmãos crentes, o tempo passa, a situação agudiza, o desespero é medonho e a crise não só instala-se como progride. É tempo de dizer BASTA! É tempo de acabar com tantas atrocidades à vida humana. Já é tempo de por fim a este flagelo social. É hora de fazer valer as instâncias internacionais, com firmeza e com voz firme, lembrar que existem milhares que esperam por nós, que precisam de ajuda e que têm de ser resgatados da mão de um regime viciado, anarca e que ostraciza a dignidade humana.

Urgem medidas que coloquem a razão à tona, que condicionem este estilo de governar e que acabem de uma vez por todas com a perseguição instalada.

O povo venezuelano, e, em particular, os madeirenses na Venezuela, não merecem ser vítimas desta cabala nem de estar presos nas garras de um sistema armadilhado e interesseiro que mais não quer do que conservar e manter o domínio político a todo o custo.

E nós, residentes na Madeira, temos a obrigação e o dever de solidariedade, de dar voz a quem neste momento não tem: Aos nossos irmãos residentes na Venezuela. 

segunda-feira, fevereiro 05, 2018

Da Ilha com muito Orgulho

A freguesia da Ilha é a segunda freguesia mais nova da Madeira. Foi fundada em 1989 e é conhecida por ser um lugar pacato, seguro e bonito. Pese embora ser um local caracterizado pela emigração, é uma freguesia de referência da Madeira no que respeita ao seu desenvolvimento integral e sustentável. 
Indiscutivelmente o ponto mais forte da Ilha é as suas gentes. Senão vejamos, foi um povo que nunca se rendeu à condição geográfica e que desde muito cedo foi exemplo de bravura, união e de ter objetivos comunitários bem vincados. 
Foi o povo da Ilha que construiu com os seus próprios meios a sua igreja, o principal marco de afirmação enquanto localidade. 
É um Povo de emigração, onde as pessoas originárias da Ilha são conhecidas pelas terras onde se sediaram como pessoas trabalhadoras e humildes, tendo como valor predominante o da honestidade. 
Por sua vez é um povo sonhador, solidário, de paixão e com objetivos de vida bem definidos. Os seus jovens são o orgulho da sua terra e das suas famílias, até porque mesmo com as dificuldades característicos de um local isolado e com carências, que felizmente pertencem a outra Madeira, não relegou os seus propósitos. Hoje, felizmente, e como exemplo que evidência este salto é o facto de serem contadas pelos dedos o número de famílias nucleares que não têm um elemento licenciado.
Um povo de mérito, gente aguerrida, pessoas esforçadas que do Pico Ruivo, passando pelo Caldeirão Verde e além-mar não fica nem deixa ninguém indiferente. 
De facto, por ser um território pequeno, as pessoas da Ilha são conhecidas como os “primos da Ilha”. Culturalmente há sempre um elo de ligação parental entre as pessoas. Seja quem for, em que tempo for ou onde for, entre os nossos pares, há sempre um grau parental que nos une. Ou são primos de 2º ou de 3º ou de 4º grau. Talvez, e apesar de ser uma questão cultural, possa ser um dos motivos que fortaleceu a união nos propósitos comuns e no progresso da Ilha ao longo da sua história. Caso para dizer que não são gente do acaso e como bem reza a sabedoria popular “este trigo é meu primo/ e o centeio é o meu parente/ não há festa nenhuma/ que este meu primo não entre”. 
Muito mais haveria para dizer mas é nas pessoas, na gente como eu, que neste artigo inaugural no espaço freguesias.dnoticias.pt, escrevo em homenagem. Deixo aqui um pouco da minha terra de onde sou originário. 
Sem nunca renegar às minhas origens a Ilha foi a terra que me viu nascer e crescer. 
A Ilha é um dos meus orgulhos, a Ilha é a minha vida!

terça-feira, janeiro 02, 2018

O ORGULHO DA MADEIRA




(artigo edição de Janeiro na Revista madeiradigital)
O ano de 2017 voltou a colocar a região nos píncaros do Mundo. A Madeira foi distinguida como melhor destino insular da Europa, e o mais famoso Madeirense, Cristiano Ronaldo, revalidou o título de melhor jogador do mundo. Estes dois exemplos são o veredicto do potencial da nossa terra e das suas gentes.
Se a distinção turística é o apogeu do trabalho de décadas na promoção do turismo e do trabalho de tantos homens e mulheres para elevar o potencial turístico da região, os títulos do "nosso" Ronaldo demonstram que a sua capacidade de trabalho e de superação são o impulsos para ser um dos mais completos futebolistas de sempre.
Não deveriam ser precisos exemplos destes para que chamássemos à razão o orgulho em ser Madeirense, no entanto demonstram que, mesmo num pequeno território como a Madeira, é possível fazer a diferença. De facto, tantas e tantas vezes teimamos, numa visão afunilada, em menosprezar o nosso valor e o nosso potencial para crescer, para ser mais e ambicionar melhor.
Outros e tão bons exemplos existem, de pessoas e coletividades, que na Madeira ou além-mar, continuam a ser mote de superação e de sucesso, muitos vezes conquistados a rogo de muito trabalho, de dedicação e até mesmo de sacrifícios. Olhemos, por exemplo, para as Comunidades Madeirenses espalhadas por todo o Mundo. O Madeirense, onde quer que esteja, é um povo respeitado. A sua garra e ambição são sempre as molas motivadores para progredir e para ajudar a crescer comunidades onde se inserem.
Também cá dentro, e se analisarmos o percurso de desenvolvimento da região constata-se ser histórico ou até mesmo épico. Em tão curto espaço de tempo, a Madeira atingiu um nível de desenvolvimento que a colocou a par de igualdade com regiões de países da Europa central. Este é o melhor exemplo da capacidade de um Povo que teve sempre a visão e a resiliência necessárias para transformar as suas dificuldades em oportunidades.
Que saibamos ter orgulho na nossa terra, numa Madeira de gente com fibra e de ouro. Saibamos nos orgulhar do percurso histórico da região que continua a marcar o tempo e a agenda, não só o território em si, mas de tantos prestigiados e anónimos que fazem a nossa terra onde quer que estejam.
Que o primeiro de passo de 2018 seja efetivamente mais um passo para o ouro, mesmo que não nos leve no caminho de distinções ou prémios, mas que convirja para fazer a diferença, independentemente do domínio onde actuamos, quer seja ele pessoal ou profissional.
Que estejamos de novo unidos em assuntos que são cruciais para o nosso trajeto e para o bem comum da nossa terra. Somos tão poucos, e por essa razão, é preciso deixar de lado o que nos separa para confluirmos no que nos deve unir: A Madeira e as suas gentes. Que as experiências, as proveniências, os saberes, os pontos de vista diferentes e as nossas dificuldades sejam motivos de confluência para os objetivos comuns que precisamos de envergar. E que o orgulho de ser Madeirense continue a prevalecer onde quer que estejamos!

sábado, dezembro 30, 2017

Desejos Para Um Novo Ano

A opinião deste mês no Económico Madeira:
DESEJOS PARA UM NOVO ANO
Há muitos e muitos anos atrás havia um povo que aceitava sempre as escolhas de um auto-intitulado rei de um império. O rei sempre fora poderoso, era o dono da razão, o único que nos conflitos entre povos e continentes, mesmo se apropriando do trabalho dos outros, era considerado o maior dos maiores, vencendo qualquer batalha.

Por detrás dessa força, as fragilidades e as fracas qualidades humanas eram demasiado evidentes, conseguindo-as disfarçar pela amabilidade que demonstrava às cortes, que o idolatravam e acreditavam no seu bom senso, até porque era um homem dado e "altruísta" que tudo fazia para oferecer manjares a esses "nobres".

Do seu império ninguém mais haveria de ser conhecido, nem galardoado, nem reconhecido. Por seu lado, também não aceitava que qualquer dos seus homens fosse recrutado por outro império, mesmo que para serviçal. Se assim o acontecesse, a prioridade absoluta seria o de derrubar esse  império e esse soldado.

Era um rei convicto de si, e mesmo nas batalhas de campo, de quem era o único responsável pelas estratégias, as vitórias eram sempre dele e as derrotas sempre culpa dos seus soldados. Assim foi até ao fim do seu tempo e do seu império. Foi até não restar nada, soluçando e resistindo, sobrevivendo e evidenciando, até não puder mais, o pior de si.

Esta história não é mais do que atual e vem à tona, em particular quando se fazem os votos de um ano novo, de tantos que são os desejos de uma renovada esperança para a humanidade. São tantos os povos e as nações que ainda hoje vivem condicionados. São tantos e tantos Homens que fazem apelos à paz, ao respeito entre os povos, acreditando que ainda vão a tempo de salvar o seus "impérios" e as suas gentes.

Falamos, por exemplo, da Venezuela, onde estão radicados tantos e tantos portugueses, que vêm todos os dias o trabalho de uma vida e a força de um país morrer. Falamos também de tantos outros povos que vivem sequestrados por ditaduras e regimes que promovem a desigualdade, a perseguição, a ameaça e que sequestram a liberdade de expressão.

É pela causa humana, pelos exemplos da história, que é tempo da humanidade fazer valer os seus ideias e as suas lutas pela dignidade humana, vetando  diretrizes que ameaçam os povos e que levam, até às ultimas consequências, as orientações de tantos déspotas espalhados pelo mundo. Eles não reconhecem limites, porque não os têm, nem são capazes de os colocar.
Que no novo ano 2018 sejam geradas as sementes de mudança necessárias no mundo e tão urgentes em zonas específicas do globo, antes que seja tarde, e a exemplo da história do império referenciado acima, antes que se derrote o rei e que seja o fim do "império".

terça-feira, novembro 28, 2017

Terceiro Sector: a economia a favor das pessoas


O custo/ benefício das medidas do terceiro sector é altamente positivo e resulta numa aposta clara no capital humano, no empreendedorismo social e num modelo social que se auto-subsidia: Difunde-se dividendos através do justo pagamento por aquilo que os beneficiários fazem e colocam as pessoas numa condição igualitária.
A fórmula dos apoios sociais, na lógica da solidariedade e do subsídio, não tem surtido os efeitos desejáveis na inclusão social. Quando se fala em contrapartidas por parte de quem recebe apoios sociais e tem condições para as prestar, são sempre consideradas proibidas e inconstitucionais, típico de um País, que mesmo sem meios, está acomodado com o seu estado social- o da subsidiodependência. Os tímidos progressos na economia social são disso um exemplo.
O conceito existe, mas são parcas as medidas estruturais do Estado. Não existe uma verdadeira economia social sem que se crie o enquadramento legal que a diferencie, sem que sejam gerados incentivos para que surjam mais projetos, sem que sejam criados apoios para que as empresas possam recrutar quadros com origem em projetos sociais.
Para além de defensor do ditado popular “dar a cana antes de dar o peixe”, sou defensor e testemunho das externalidades positivas da economia social. Na Madeira, os projetos piloto nesta área surgiram a partir de 2004, dos quais destaca-se os desenvolvidos pelas empresas de inserção social, promovidas por Casas do Povo e IPSSˋs.
Algum caminho foi trilado, mas há que prosseguir, com ousadia e ambição, a notável obra social, mesmo que o País não siga essa tendência. Temos instituições, temos profissionais e temos necessidades sociais. Precisamos é do reforço de medidas, que não só subsidiem, mas que apoiem as práticas de gestão, o trabalho de acompanhamento multidisciplinar e a qualidade dos serviços que oferecem as empresas sociais.
O custo/ benefício das medidas do terceiro sector é altamente positivo e resulta numa aposta clara no capital humano, no empreendedorismo social e num modelo social que se auto-subsidia: Difunde-se dividendos através do justo pagamento por aquilo que os beneficiários fazem e colocam as pessoas numa condição igualitária.
A economia social, mais do que uma moda, é uma nova atitude na abordagem social assente no princípio de democratização social. A economia das pessoas, que se empenha no lucro dos indivíduos e resgata-os na senda da inclusão social e da igualdade, é o grande desafio dos tempos atuais.


Artigo de opinião - Económico Madeira
Económico Madeira - Terceiro Sector: A economia a favor das pessoas

sexta-feira, junho 09, 2017

Eventos: investimento ou perda?




Quando se fala nos valores que se aplicam aos eventos há sempre uma grande controvérsia, se os mesmos são ou não bem aplicados, e se trazem ou não retorno. 

No que concerne aos investimentos públicos nos eventos, a crítica imediata e supérflua aponta que são maus investimentos e de que existem outras prioridades, seja ela qual for existirão sempre outras mais prementes. 

A crítica esquece que existe uma indústria em torno dos eventos! Que essa indústria, como são os casos de empresas de sonoplastia, oradores, artistas, feirantes, transportes, logística, setor da criação e comunicação, serviços de catering, entre muitos outros, dependem desses apoios e dessas iniciativas, falamos também de emprego, falamos também de subsistência de empresas e famílias. 

A crítica esquece que a dinamização deste setor pode traduzir resultados, quer sejam eles em fluxos económicos, quer através da agremiação de impostos que, no final de contas, podem acabar por ter reflexos nessas áreas prioritárias. Para não falar da visibilidade para as regiões onde acontecem os eventos e a sua capacidade em gerar outras tantas oportunidades e de fomentar outros tantos investimentos.

É certo que para dissipar-se de uma vez as dúvidas e de salvaguardar os eventos,  de entre eles os agentes que os organizam e toda a sua indústria, urge mensurar a relação custo-benefício dos mesmos. Esse papel caberá aos gestores, aos estudiosos culturais e às Universidades que têm muito trabalho pela frente, debruçando-se na prova empírica da relação  objetivos e resultados dos mesmos.  

Sabemos que a animação e os eventos, em particular em regiões com peso turístico, são indissociáveis dos seus resultados mais diretos, não só pelo que representam em si mas, também, pela capacidade catalisadora da promoção dos destinos e daquilo que os distinguem de todo os outros destinos. Sem nunca esquecer que eventos não são só festas, que dentro deste tópico há também outros segmentos como por exemplo conferências, congressos, e que representam importantes ferramentas para dotar competências nas mais diversas áreas.

A lei da oferta e da procura, bem como a competitividade estão presentes na indústria cultural e repercutem-se na escolha de destinos, como por exemplo os destinos turísticos. 

Caberá escolhermos onde queremos competir, se queremos estar pujantes e no top das escolhas, se queremos atrair os melhores fóruns, os melhores congressos, os melhores artistas, ou simplesmente se queremos fazer mais do mesmo, sem criatividade, sem qualidade, sem excelência e, no fim de contas, sem uma populança relevante. 

É certo que há eventos e eventos! Se a opção é afirmarmo-nos, também nesse domínio, teremos de reforçar os investimentos e energias, em particular na produção, calendarização e programação dos eventos.

Os eventos são importantes! Que precisam de ser afinados os critérios de apoios e de elegibilidade de despesas, também! Que há que não conheça e fale sobre os eventos, se há! Mas falar de valor dos eventos não chega, é preciso demonstrar!

quarta-feira, junho 07, 2017

Quero um banco a 1€ só para mim

O sistema bancário português é de deixar qualquer pessoa perplexa. 
Depois do incentivo ao crédito, passando pela falência dos bancos e por conseguinte os apoios do Estado aos bancos em dificuldade, a cereja no topo do bolo é mesmo a aquisição de um banco por 1 euro. 
É óbvio que entende-se que o que está em causa é um caso de salvação de uma instituição bancária e não o seu valor, agora não deixa de ser curioso. 
Apesar do que se vai passando no sistema bancário português, é deveras evidente que os lesados continuam a ser os mesmos, a "banda" dos gestores bancários, inclusive os que espelharam má gestão, para não dizer outra coisa feia, continuam intocáveis. 
O sistema bancário mostra-se aparentemente pujante: novas agências, novos nomes aos bancos... tudo à grande. 
Na verdade quem paga são sempre os mesmos, os lesados também são sempre os mesmos e os protegidos são sempre os mesmos. 

Apesar de ter e de continuar a custar caro o brincar aos bancos e à finança em Portugal, resta-nos bailar o bailinho dos bancos

Caso para dizer: olho neles! 
Quem não estaria disposto a comprar um banco por 1 euro? Popular ou impopular é mais um banco e é mais um negócio difícil de explicar ao cidadão contribuinte. 


terça-feira, janeiro 10, 2017

Uma página ao sabor de POUCO

Os Estados Unidos da América estão a dias de virar uma página política.
O legado de Obama, por ser um grande homem da comunicação, com um novo estilo de liderança político e por ter se afirmado como homem de e para as minorias, sabe a pouco.
Apesar da grande admiração que tenho por este político que surpreende pelo imprevisto e pelos discursos galvanizadores, tenho de assumir que esperava mais.
A liderança de Obama não criou grandes clivagens na cena política mundial, mas não foi suficientemente forte para catapultar a concertação dos conflitos, para apaziguar as ondas terroristas e para dar a volta à crise financeira que assolou o Mundo.
Esperava mais, mas fico com muitas saudades. Saudades de sentir que mais do que o tacticismo, que é vulgar na política, esteve perante os homens, a América e o Mundo, um líder genuíno. Um líder que mais do que cumprir os protocolos não deixou de ser quem é para exercer as mais altas funções de Presidente dos Estados Unidos da América.
Pela sua idade e potencial não será um Adeus à intervenção pública e política mas será um até sempre.

Dentro de dias viveremos um novo ciclo, um ciclo que insisto em reforçar que ocorre por protesto ao situacionismo, ao sistema, ao politicamente correto e à falta de soluções advindas do conformismo de uma ordem mundial. Um novo tempo. Esperemos que acima de tudo não se perca o humanismo, a ética e que os interesses coletivos estejam bem acima de outros quaisquer interesses.

segunda-feira, janeiro 09, 2017

RONALDO "THE BEST"

Um Madeirense nos píncaros do Mundo, seu nome é já uma "nação" e a nação está alegre e orgulhosa: 
CRISTIANO RONALDO, THE BEST! 
"Coisa Linda"
Melhor Ainda é ouvir o grito da boca de um "gorgulho" de 3 anos, sem saber bem do que se tratava: "Ronaldo, Ronaldo, Ronaldo"! Absolutamente orgulhoso 😊

terça-feira, novembro 15, 2016

ESTÁ QUASE TUDO TRUMPICADO

As tendências políticas no Mundo caminham para uma nova Era. Questionável ou não, esta nova Era de escolhas em vários países, na sua generalidade, resultam da inconsequência dos políticos "convencionais".  As pessoas estão cansadas do prometer e não cumprir e no politicamente correto, daí acabarem por testar modelos que rasgam com o "mais do mesmo".
Desde o ganhar terreno das forças políticas extremas, do Brexit no Reino Unido, à eleição de Trump no EUA e até à sombra das eleições presidenciais em Franca, na mira de Marine Le Pen, todos os sinais apontam para um tempo incerto que exigem dos agentes políticos uma séria reflexão. 
É extemporâneo pensar se caminhamos para um ciclo mais positivo ou mesmo negativo, o que é certo é que nada mais será igual, afinal os modelos políticos afinam novos alvos e novas estratégias que certamente provocarão mudanças e clivagens que têm de ser vistas à luz de um novo Mundo, de uma nova ordem mundial.  
Um mundo mais fechado ou mais aberto será certamente, onde se vislumbram estreitar de laços entre as potencias Mundiais e onde os países periféricos são cada vez mais periféricos. Afinal são os países mais poderosos que, nesta senda ideológica, mais se aproximam.
Para uma nova ERA, é hora de uma nova abordagem na prática política. 

sexta-feira, junho 24, 2016

FORTE ABALO NO PROJETO EUROPEU


Hoje confirma-se um forte "abalo" no projeto Europeu. Depois da intransigência de uma Europa mais centrada na finança do que na coesão e nas pessoas, eis que inicia o processo de desmembramento. 
Para o bem e para o mal haverá vantagens mas também inúmeras desvantagens. 
A instabilidade que se gerará em muitos emigrantes portugueses no Reino Unido, sobretudo os da nova vaga, é um dos factores que obriga estarmos atentos, solidários e pró-ativos.
Por sua vez, para a Região Autónoma da Madeira, não é de descurar alguns efeitos colaterais num dos principais emissores de turismo.
Novos desafios, novas oportunidades e grande capacidade de negociação serão fundamentais para segurar tudo aquilo que se construiu ao longo de décadas, mas também para estar na linha da frente dos novos caminhos.
‪#‎Brexit‬ ‪#‎madeira‬ ‪#‎portugal‬ ‪#‎reinounido‬ ‪#‎emigraçãolondres‬

sábado, junho 11, 2016

Não somos candidatos

A cada novo europeu e a cada novo mundial de futebol, em que a nossa seleção participa, a bitola está sempre lá em cima, somos sempre candidatos a vencer. 
Em vésperas da estreia de Portugal no europeu, a nossa seleção é de novo uma favorita, dito por quase todos. Eu acho que não, não somos favoritos, mesmo que tenhamos o melhor jogador do mundo e quiça o melhor jogador no europeu na nossa equipa. 
Gostava de me iludir e seguir o sonho, que até pode ser possível, mas prefiro ser cauteloso e dizer que não acho que somos favoritos, podemos é ter alguma possibilidade de lá chegar isto se tivermos a ajuda do trabalho, do "engenho" e de alguma sorte. 
Se ganhar, que assim seja, ficarei feliz, orgulhoso e irei festejar, mas recuso-me a uma opinião demasiado emotiva e facilitista. 

quarta-feira, junho 08, 2016

Há uma pétala que sobra


No portal de um quintal há sempre uma floreira, há sempre uma flor, nem que seja a ultima haste, com a última pétala.
É na beleza da última pétala onde há mais brilho, onde se aprecia a cor, a essência.
No jardim com muitas flores todos passam a ser mais uma, logo menos apreciadas, menos acarinhadas e menos tratadas.
Mas quando já não há flores, e quando na última flor há apenas uma pétala ela certamente será mais cuidada, terá até mesmo a atenção exagerada pela beleza que reflete e o preenchimento que exerce.
Está para a última pétala um olhar diferente, na certeza que virá uma nova primavera, e que nessa nova época voltarão a existir muitas mais flores e outras belezas que farão esquecer o jardim despido com a última haste, com a última pétala.
E a última pétala? Sim, a última pétala será esquecida com tantas outras flores, como tantas milhares de pétalas.
O valor está em quem cuida, em quem olha, e quando se relativiza, o essencial passar a ser mais uma.

Será sempre assim, quando a relatividade passa a ser prática, tanto no jardim como na vida, a última pétala será mais uma como tantas outras assim o foram.

domingo, junho 05, 2016

Fazer melhor

A força humana por mais frágil que seja é aquela que tem a capacidade de tudo transformar.
A força humana por mais dura que seja é aquela que maior destreza tem para fazer tréguas. 
A força humana por mais intransigente que seja é aquela que maior capacidade tem para na hora da intransigência ceder por um bem maior. 
Tudo anda à volta da capacidade do homem transformar e fazer melhor. 
O mundo anda à volta do Homem que quando cedento de facilidade apea o caminho que melhor lhe convém, até mesmo quando se destrói. 
Nem sempre a facilidade implica destruir, até porque muita da evolução implica criar mecanismos que tornem o dia a dia mais ligeiro, mais calmo, mais-que-perfeito. 
Essa perfeição que a todos deve fazer correr.
Essa mesma perfeição e facilidade que nem sempre conduzem ao ideal ou à felicidade que tanto se vaticina procurar.
Essa perfeição que por vezes arrisca caminhos tenebrosos. 
É uma questão de escolha, por vezes direta ou por vezes indireta, mas que temos de ter a capacidade  de encaixar ou então sair da caixa, porque há sempre um caminho que, por mais condicionantes que possa ter, caberá a cada um trilhar. 
Numa sociedade onde a informação muda a cada instante, e o que é agora já não é daqui a pouco, cabe a cada um ser agente da transformação e cumprir, a cada tempo, a sua parte.  
Quando somos chamados a agir dizemos presente?
Quando agimos é porque somos chamados?
Agir, cumprir, transformar, arriscar são palavras de ordem que fazem parte da nossa missão no mundo, para mudar e transformar tudo o que tem de ser mudado e transformado. O mundo lá fora espera por mim, espera por ti! 

sábado, junho 04, 2016

O tempo e o silêncio

Se o tempo nos fizesse ganhar o tempo que perdemos, esse tempo que, embrenhados nas tarefas do dia a dia, nos faz ganhar ou perder aquilo que julgamos ser o essencial. 
Olhando o vazio, meditando o silêncio ao som do chelriar dos pássaros, neste cenário único para tratarmos do tempo que perdemos, procuramos no tempo o silêncio e no silêncio o tempo.
No mesmo silêncio encontramos as melhores respostas para as nossas dúvidas mas, se calhar, o mais adequado seria encontrar instrumentos para aproveitar o tempo. Mas não. 
Quando o silêncio bafeja a nossa face o que mais pensamos são nos projetos, o que podemos construir e alcançar e no que podemos fazer melhor.
No meio do silêncio, quando achamos que encontramos tempo para o tempo, tempo que nos faça pensar em nós, sai mais uma lista de tarefas infindáveis e de objetivos que carecem muito suor e trabalho para alcançar. 
Esta é a história do tempo e do silêncio, em que procuramos no encontro dos dois a melhor maneira de o viver daqui a cinco minutos.
 Se procuramos resposta, acabamos por não a ter, e esperamos por mais outro tempo de silêncio, se calhar, num próximo sábado com a mesma envolvente, com a mesma calmaria. Que esse outro momento nos traga as respostas que este não trouxe. As respostas para o nosso tempo. 

sexta-feira, junho 03, 2016

Geração que se distingue

Ter as melhores escolas nem sempre é sinónimo dos melhores alunos. A verdade é que, desde esta parte a alguns anos, as Escolas da Madeira e, em particular, a Escola de Santana tem angariado um conjunto de prémios e distinções através das brilhantes prestações dos seus alunos quer em olimpíadas, da biologia à matemática, ou até mesmo em outras provas que colocam em competição alunos de todo o país. 

Quando se debate a crise de valores e se teme o futuro das novas gerações, estas conquistas, por mais simbólicas e excepcionais que possam ser, são excelentes indicadores que apontam para gerações mais preparadas e competitivas, num novo tempo que certamente exigirá gerações mais aptas e dinâmicas. 

segunda-feira, maio 30, 2016

Visitas ao Parque Temático aumentaram 80%

HOJE NO DN MADEIRA 
Visitas ao Parque Temático aumentaram 80%

O novo modelo de gestão no Parque Temático da Madeira, com entradas a partir de 1 euro, está a traduzir-se num significativo aumento de visitantes ao amplo recinto localizado em Santana. Nos últimos cinco meses a procura pelo amplo espaço de 145 mil metros quadrados dedicados à história, à ciência e à tradição madeirense, registou um aumento de 80% no número de entradas, comparativamente ao período homólogo anterior (Dezembro de 2014 a Abril de 2015).

Foram quase 12 mil os visitantes que passaram pelo Parque Temático entre Dezembro e Abril últimos, quando um ano antes, no mesmo período, o número de entradas ficara-se pelos pouco mais de 6.500 visitantes. Uma diferença ‘abismal’, as mais de 5 mil entradas registadas neste Inverno e início de Primavera, que equivale, em média, a um aumento superior a mil visitantes por mês. Crescimento que não deve ser alheio à nova aposta na dinamização do amplo recinto de exposições, que desde o final do ano passado passou a ser dirigido por António Trindade.

Dos últimos cinco meses, Abril foi o que registou maior procura, tal como já havia acontecido o ano passado, mas desta feita ultrapassando as 3 mil entradas.

Contudo não foi o mês que mais cresceu, quando comparado ao mês homólogo anterior. Essa maior procura verificou-se em Janeiro e Março, com acréscimos muito perto das 1.400 entradas. Estes dois meses, que o ano passado registaram, cada qual, cerca de 1.200 entradas, este ano ultrapassaram os 2.500 visitantes.

Dezembro também quase duplicou o número de visitantes, atingindo igualmente as mais de duas mil entradas. Fasquia que só não foi alcançada em Fevereiro, o mês mais fraco deste período e provavelmente de todo o ano. Ainda assim, este ano teve um reforço de quase meio milhar de entradas, passado das 886 registadas em 2015, para as 1.250 deste ano.

Recorde-se que o Parque Temático ‘de Santana’ tem como principais atracções os quatro pavilhões multimédia; ‘Descoberta das Ilhas’, ‘Futuro da Terra’, ‘Viagem Fantástica na Madeira’ e ‘Um mundo de ilhas, as ilhas no Mundo’. Com tudo incluído, o preço do bilhete normal custa 6 euros. Valor que decresce para 5 euros no caso de grupos (mais de 5 pessoas), e para 4 euros para jovens (dos 5 aos 14 anos) e para séniores (mais de 65 anos).

Em alternativa ao ‘tudo incluído’, cada atracção custa 1 euro.

Uma réplica do comboio do Monte, os tradicionais carros de bois com as redes, a típica Casa de Santana, um Moinho, um labirinto e ainda um lago constituem ainda outros dos elementos atractivos do Parque. Assim como, os espaços ajardinados, com flora endémica da Madeira e com percursos pedestres pelo meio, são outras mais-valias deste pólo cultural e científico.

NÚMEROS DE DEZEMBRO A ABRIL

11.781 Visitantes entre Dezembro e Abril últimos.

6.547 Visitantes no período homólogo anterior

5.234
O aumento no número de visitantes

quinta-feira, maio 26, 2016

Em direto no face com 1 clique

O facebook lançou há algum tempo uma nova funcionalidade que permite a transmissão de vídeos em direto, designado facebook live.
Eu já experimentei e é extremamente útil, com custos reduzidos e que permite, não só a transmissão mas também a interacção em tempo real.
Os tempos evoluem e a rede social facebook continua a surpreender com elevados resultados na disseminação dos conteúdos. Experimentem, divirtam-se e obtenham resultados bastante satisfatórios. 

Conforme imagem abaixo, basta na atualização do estado carregar no segundo ícon ao fundo. 


De volta

Depois de um tempo ausente neste espaço de opinião volto a dinamizar a lapiseira com opiniões sobre temas da atualidade. Terá um foco e assuntos diferentes daqueles que foram escritos no passado.
A lapiseira é uma ferramenta de expressão e de partilha de opinião que desejo com publicações mais regulares. 
Obrigado a todos que tem seguido este blogue e a outros que o farão a partir de então.


sexta-feira, outubro 09, 2015

PRESIDENCIAIS: Marcelo anuncia hoje candidatura

Muito provavelmente o próximo presidente da república anuncia,hoje, ao final do dia a sua candidatura. 
Nada de surpreendente, há muito que se esperava a sua disponibilidade. 

sábado, setembro 26, 2015

Legislativas nacionais 2015: Mais e Menos (II)



Mais
A mobilização da coligação Portugal à frente

Na mobilização tem demonstrado ser a única força política que pode ficar à frente no dia 4 de outubro. A política também se faz de esperança e neste aspeto a coligação tem demonstrado.

Menos
Marinho Pinto
Nos grandes palcos políticos a descontração e o humor também fazem parte. O que não se compreende é que, nos dias de hoje, não só se fica ofendido como se entra para o ataque sobre coisas que devem ser relativizadas. Perde mais do que ganha.