sexta-feira, junho 09, 2017

Eventos: investimento ou perda?




Quando se fala nos valores que se aplicam aos eventos há sempre uma grande controvérsia, se os mesmos são ou não bem aplicados, e se trazem ou não retorno. 

No que concerne aos investimentos públicos nos eventos, a crítica imediata e supérflua aponta que são maus investimentos e de que existem outras prioridades, seja ela qual for existirão sempre outras mais prementes. 

A crítica esquece que existe uma indústria em torno dos eventos! Que essa indústria, como são os casos de empresas de sonoplastia, oradores, artistas, feirantes, transportes, logística, setor da criação e comunicação, serviços de catering, entre muitos outros, dependem desses apoios e dessas iniciativas, falamos também de emprego, falamos também de subsistência de empresas e famílias. 

A crítica esquece que a dinamização deste setor pode traduzir resultados, quer sejam eles em fluxos económicos, quer através da agremiação de impostos que, no final de contas, podem acabar por ter reflexos nessas áreas prioritárias. Para não falar da visibilidade para as regiões onde acontecem os eventos e a sua capacidade em gerar outras tantas oportunidades e de fomentar outros tantos investimentos.

É certo que para dissipar-se de uma vez as dúvidas e de salvaguardar os eventos,  de entre eles os agentes que os organizam e toda a sua indústria, urge mensurar a relação custo-benefício dos mesmos. Esse papel caberá aos gestores, aos estudiosos culturais e às Universidades que têm muito trabalho pela frente, debruçando-se na prova empírica da relação  objetivos e resultados dos mesmos.  

Sabemos que a animação e os eventos, em particular em regiões com peso turístico, são indissociáveis dos seus resultados mais diretos, não só pelo que representam em si mas, também, pela capacidade catalisadora da promoção dos destinos e daquilo que os distinguem de todo os outros destinos. Sem nunca esquecer que eventos não são só festas, que dentro deste tópico há também outros segmentos como por exemplo conferências, congressos, e que representam importantes ferramentas para dotar competências nas mais diversas áreas.

A lei da oferta e da procura, bem como a competitividade estão presentes na indústria cultural e repercutem-se na escolha de destinos, como por exemplo os destinos turísticos. 

Caberá escolhermos onde queremos competir, se queremos estar pujantes e no top das escolhas, se queremos atrair os melhores fóruns, os melhores congressos, os melhores artistas, ou simplesmente se queremos fazer mais do mesmo, sem criatividade, sem qualidade, sem excelência e, no fim de contas, sem uma populança relevante. 

É certo que há eventos e eventos! Se a opção é afirmarmo-nos, também nesse domínio, teremos de reforçar os investimentos e energias, em particular na produção, calendarização e programação dos eventos.

Os eventos são importantes! Que precisam de ser afinados os critérios de apoios e de elegibilidade de despesas, também! Que há que não conheça e fale sobre os eventos, se há! Mas falar de valor dos eventos não chega, é preciso demonstrar!

quarta-feira, junho 07, 2017

Quero um banco a 1€ só para mim

O sistema bancário português é de deixar qualquer pessoa perplexa. 
Depois do incentivo ao crédito, passando pela falência dos bancos e por conseguinte os apoios do Estado aos bancos em dificuldade, a cereja no topo do bolo é mesmo a aquisição de um banco por 1 euro. 
É óbvio que entende-se que o que está em causa é um caso de salvação de uma instituição bancária e não o seu valor, agora não deixa de ser curioso. 
Apesar do que se vai passando no sistema bancário português, é deveras evidente que os lesados continuam a ser os mesmos, a "banda" dos gestores bancários, inclusive os que espelharam má gestão, para não dizer outra coisa feia, continuam intocáveis. 
O sistema bancário mostra-se aparentemente pujante: novas agências, novos nomes aos bancos... tudo à grande. 
Na verdade quem paga são sempre os mesmos, os lesados também são sempre os mesmos e os protegidos são sempre os mesmos. 

Apesar de ter e de continuar a custar caro o brincar aos bancos e à finança em Portugal, resta-nos bailar o bailinho dos bancos

Caso para dizer: olho neles! 
Quem não estaria disposto a comprar um banco por 1 euro? Popular ou impopular é mais um banco e é mais um negócio difícil de explicar ao cidadão contribuinte. 


terça-feira, janeiro 10, 2017

Uma página ao sabor de POUCO

Os Estados Unidos da América estão a dias de virar uma página política.
O legado de Obama, por ser um grande homem da comunicação, com um novo estilo de liderança político e por ter se afirmado como homem de e para as minorias, sabe a pouco.
Apesar da grande admiração que tenho por este político que surpreende pelo imprevisto e pelos discursos galvanizadores, tenho de assumir que esperava mais.
A liderança de Obama não criou grandes clivagens na cena política mundial, mas não foi suficientemente forte para catapultar a concertação dos conflitos, para apaziguar as ondas terroristas e para dar a volta à crise financeira que assolou o Mundo.
Esperava mais, mas fico com muitas saudades. Saudades de sentir que mais do que o tacticismo, que é vulgar na política, esteve perante os homens, a América e o Mundo, um líder genuíno. Um líder que mais do que cumprir os protocolos não deixou de ser quem é para exercer as mais altas funções de Presidente dos Estados Unidos da América.
Pela sua idade e potencial não será um Adeus à intervenção pública e política mas será um até sempre.

Dentro de dias viveremos um novo ciclo, um ciclo que insisto em reforçar que ocorre por protesto ao situacionismo, ao sistema, ao politicamente correto e à falta de soluções advindas do conformismo de uma ordem mundial. Um novo tempo. Esperemos que acima de tudo não se perca o humanismo, a ética e que os interesses coletivos estejam bem acima de outros quaisquer interesses.

segunda-feira, janeiro 09, 2017

RONALDO "THE BEST"

Um Madeirense nos píncaros do Mundo, seu nome é já uma "nação" e a nação está alegre e orgulhosa: 
CRISTIANO RONALDO, THE BEST! 
"Coisa Linda"
Melhor Ainda é ouvir o grito da boca de um "gorgulho" de 3 anos, sem saber bem do que se tratava: "Ronaldo, Ronaldo, Ronaldo"! Absolutamente orgulhoso 😊

terça-feira, novembro 15, 2016

ESTÁ QUASE TUDO TRUMPICADO

As tendências políticas no Mundo caminham para uma nova Era. Questionável ou não, esta nova Era de escolhas em vários países, na sua generalidade, resultam da inconsequência dos políticos "convencionais".  As pessoas estão cansadas do prometer e não cumprir e no politicamente correto, daí acabarem por testar modelos que rasgam com o "mais do mesmo".
Desde o ganhar terreno das forças políticas extremas, do Brexit no Reino Unido, à eleição de Trump no EUA e até à sombra das eleições presidenciais em Franca, na mira de Marine Le Pen, todos os sinais apontam para um tempo incerto que exigem dos agentes políticos uma séria reflexão. 
É extemporâneo pensar se caminhamos para um ciclo mais positivo ou mesmo negativo, o que é certo é que nada mais será igual, afinal os modelos políticos afinam novos alvos e novas estratégias que certamente provocarão mudanças e clivagens que têm de ser vistas à luz de um novo Mundo, de uma nova ordem mundial.  
Um mundo mais fechado ou mais aberto será certamente, onde se vislumbram estreitar de laços entre as potencias Mundiais e onde os países periféricos são cada vez mais periféricos. Afinal são os países mais poderosos que, nesta senda ideológica, mais se aproximam.
Para uma nova ERA, é hora de uma nova abordagem na prática política. 

sexta-feira, junho 24, 2016

FORTE ABALO NO PROJETO EUROPEU


Hoje confirma-se um forte "abalo" no projeto Europeu. Depois da intransigência de uma Europa mais centrada na finança do que na coesão e nas pessoas, eis que inicia o processo de desmembramento. 
Para o bem e para o mal haverá vantagens mas também inúmeras desvantagens. 
A instabilidade que se gerará em muitos emigrantes portugueses no Reino Unido, sobretudo os da nova vaga, é um dos factores que obriga estarmos atentos, solidários e pró-ativos.
Por sua vez, para a Região Autónoma da Madeira, não é de descurar alguns efeitos colaterais num dos principais emissores de turismo.
Novos desafios, novas oportunidades e grande capacidade de negociação serão fundamentais para segurar tudo aquilo que se construiu ao longo de décadas, mas também para estar na linha da frente dos novos caminhos.
‪#‎Brexit‬ ‪#‎madeira‬ ‪#‎portugal‬ ‪#‎reinounido‬ ‪#‎emigraçãolondres‬

sábado, junho 11, 2016

Não somos candidatos

A cada novo europeu e a cada novo mundial de futebol, em que a nossa seleção participa, a bitola está sempre lá em cima, somos sempre candidatos a vencer. 
Em vésperas da estreia de Portugal no europeu, a nossa seleção é de novo uma favorita, dito por quase todos. Eu acho que não, não somos favoritos, mesmo que tenhamos o melhor jogador do mundo e quiça o melhor jogador no europeu na nossa equipa. 
Gostava de me iludir e seguir o sonho, que até pode ser possível, mas prefiro ser cauteloso e dizer que não acho que somos favoritos, podemos é ter alguma possibilidade de lá chegar isto se tivermos a ajuda do trabalho, do "engenho" e de alguma sorte. 
Se ganhar, que assim seja, ficarei feliz, orgulhoso e irei festejar, mas recuso-me a uma opinião demasiado emotiva e facilitista. 

quarta-feira, junho 08, 2016

Há uma pétala que sobra


No portal de um quintal há sempre uma floreira, há sempre uma flor, nem que seja a ultima haste, com a última pétala.
É na beleza da última pétala onde há mais brilho, onde se aprecia a cor, a essência.
No jardim com muitas flores todos passam a ser mais uma, logo menos apreciadas, menos acarinhadas e menos tratadas.
Mas quando já não há flores, e quando na última flor há apenas uma pétala ela certamente será mais cuidada, terá até mesmo a atenção exagerada pela beleza que reflete e o preenchimento que exerce.
Está para a última pétala um olhar diferente, na certeza que virá uma nova primavera, e que nessa nova época voltarão a existir muitas mais flores e outras belezas que farão esquecer o jardim despido com a última haste, com a última pétala.
E a última pétala? Sim, a última pétala será esquecida com tantas outras flores, como tantas milhares de pétalas.
O valor está em quem cuida, em quem olha, e quando se relativiza, o essencial passar a ser mais uma.

Será sempre assim, quando a relatividade passa a ser prática, tanto no jardim como na vida, a última pétala será mais uma como tantas outras assim o foram.

domingo, junho 05, 2016

Fazer melhor

A força humana por mais frágil que seja é aquela que tem a capacidade de tudo transformar.
A força humana por mais dura que seja é aquela que maior destreza tem para fazer tréguas. 
A força humana por mais intransigente que seja é aquela que maior capacidade tem para na hora da intransigência ceder por um bem maior. 
Tudo anda à volta da capacidade do homem transformar e fazer melhor. 
O mundo anda à volta do Homem que quando cedento de facilidade apea o caminho que melhor lhe convém, até mesmo quando se destrói. 
Nem sempre a facilidade implica destruir, até porque muita da evolução implica criar mecanismos que tornem o dia a dia mais ligeiro, mais calmo, mais-que-perfeito. 
Essa perfeição que a todos deve fazer correr.
Essa mesma perfeição e facilidade que nem sempre conduzem ao ideal ou à felicidade que tanto se vaticina procurar.
Essa perfeição que por vezes arrisca caminhos tenebrosos. 
É uma questão de escolha, por vezes direta ou por vezes indireta, mas que temos de ter a capacidade  de encaixar ou então sair da caixa, porque há sempre um caminho que, por mais condicionantes que possa ter, caberá a cada um trilhar. 
Numa sociedade onde a informação muda a cada instante, e o que é agora já não é daqui a pouco, cabe a cada um ser agente da transformação e cumprir, a cada tempo, a sua parte.  
Quando somos chamados a agir dizemos presente?
Quando agimos é porque somos chamados?
Agir, cumprir, transformar, arriscar são palavras de ordem que fazem parte da nossa missão no mundo, para mudar e transformar tudo o que tem de ser mudado e transformado. O mundo lá fora espera por mim, espera por ti! 

sábado, junho 04, 2016

O tempo e o silêncio

Se o tempo nos fizesse ganhar o tempo que perdemos, esse tempo que, embrenhados nas tarefas do dia a dia, nos faz ganhar ou perder aquilo que julgamos ser o essencial. 
Olhando o vazio, meditando o silêncio ao som do chelriar dos pássaros, neste cenário único para tratarmos do tempo que perdemos, procuramos no tempo o silêncio e no silêncio o tempo.
No mesmo silêncio encontramos as melhores respostas para as nossas dúvidas mas, se calhar, o mais adequado seria encontrar instrumentos para aproveitar o tempo. Mas não. 
Quando o silêncio bafeja a nossa face o que mais pensamos são nos projetos, o que podemos construir e alcançar e no que podemos fazer melhor.
No meio do silêncio, quando achamos que encontramos tempo para o tempo, tempo que nos faça pensar em nós, sai mais uma lista de tarefas infindáveis e de objetivos que carecem muito suor e trabalho para alcançar. 
Esta é a história do tempo e do silêncio, em que procuramos no encontro dos dois a melhor maneira de o viver daqui a cinco minutos.
 Se procuramos resposta, acabamos por não a ter, e esperamos por mais outro tempo de silêncio, se calhar, num próximo sábado com a mesma envolvente, com a mesma calmaria. Que esse outro momento nos traga as respostas que este não trouxe. As respostas para o nosso tempo. 

sexta-feira, junho 03, 2016

Geração que se distingue

Ter as melhores escolas nem sempre é sinónimo dos melhores alunos. A verdade é que, desde esta parte a alguns anos, as Escolas da Madeira e, em particular, a Escola de Santana tem angariado um conjunto de prémios e distinções através das brilhantes prestações dos seus alunos quer em olimpíadas, da biologia à matemática, ou até mesmo em outras provas que colocam em competição alunos de todo o país. 

Quando se debate a crise de valores e se teme o futuro das novas gerações, estas conquistas, por mais simbólicas e excepcionais que possam ser, são excelentes indicadores que apontam para gerações mais preparadas e competitivas, num novo tempo que certamente exigirá gerações mais aptas e dinâmicas. 

segunda-feira, maio 30, 2016

Visitas ao Parque Temático aumentaram 80%

HOJE NO DN MADEIRA 
Visitas ao Parque Temático aumentaram 80%

O novo modelo de gestão no Parque Temático da Madeira, com entradas a partir de 1 euro, está a traduzir-se num significativo aumento de visitantes ao amplo recinto localizado em Santana. Nos últimos cinco meses a procura pelo amplo espaço de 145 mil metros quadrados dedicados à história, à ciência e à tradição madeirense, registou um aumento de 80% no número de entradas, comparativamente ao período homólogo anterior (Dezembro de 2014 a Abril de 2015).

Foram quase 12 mil os visitantes que passaram pelo Parque Temático entre Dezembro e Abril últimos, quando um ano antes, no mesmo período, o número de entradas ficara-se pelos pouco mais de 6.500 visitantes. Uma diferença ‘abismal’, as mais de 5 mil entradas registadas neste Inverno e início de Primavera, que equivale, em média, a um aumento superior a mil visitantes por mês. Crescimento que não deve ser alheio à nova aposta na dinamização do amplo recinto de exposições, que desde o final do ano passado passou a ser dirigido por António Trindade.

Dos últimos cinco meses, Abril foi o que registou maior procura, tal como já havia acontecido o ano passado, mas desta feita ultrapassando as 3 mil entradas.

Contudo não foi o mês que mais cresceu, quando comparado ao mês homólogo anterior. Essa maior procura verificou-se em Janeiro e Março, com acréscimos muito perto das 1.400 entradas. Estes dois meses, que o ano passado registaram, cada qual, cerca de 1.200 entradas, este ano ultrapassaram os 2.500 visitantes.

Dezembro também quase duplicou o número de visitantes, atingindo igualmente as mais de duas mil entradas. Fasquia que só não foi alcançada em Fevereiro, o mês mais fraco deste período e provavelmente de todo o ano. Ainda assim, este ano teve um reforço de quase meio milhar de entradas, passado das 886 registadas em 2015, para as 1.250 deste ano.

Recorde-se que o Parque Temático ‘de Santana’ tem como principais atracções os quatro pavilhões multimédia; ‘Descoberta das Ilhas’, ‘Futuro da Terra’, ‘Viagem Fantástica na Madeira’ e ‘Um mundo de ilhas, as ilhas no Mundo’. Com tudo incluído, o preço do bilhete normal custa 6 euros. Valor que decresce para 5 euros no caso de grupos (mais de 5 pessoas), e para 4 euros para jovens (dos 5 aos 14 anos) e para séniores (mais de 65 anos).

Em alternativa ao ‘tudo incluído’, cada atracção custa 1 euro.

Uma réplica do comboio do Monte, os tradicionais carros de bois com as redes, a típica Casa de Santana, um Moinho, um labirinto e ainda um lago constituem ainda outros dos elementos atractivos do Parque. Assim como, os espaços ajardinados, com flora endémica da Madeira e com percursos pedestres pelo meio, são outras mais-valias deste pólo cultural e científico.

NÚMEROS DE DEZEMBRO A ABRIL

11.781 Visitantes entre Dezembro e Abril últimos.

6.547 Visitantes no período homólogo anterior

5.234
O aumento no número de visitantes

quinta-feira, maio 26, 2016

Em direto no face com 1 clique

O facebook lançou há algum tempo uma nova funcionalidade que permite a transmissão de vídeos em direto, designado facebook live.
Eu já experimentei e é extremamente útil, com custos reduzidos e que permite, não só a transmissão mas também a interacção em tempo real.
Os tempos evoluem e a rede social facebook continua a surpreender com elevados resultados na disseminação dos conteúdos. Experimentem, divirtam-se e obtenham resultados bastante satisfatórios. 

Conforme imagem abaixo, basta na atualização do estado carregar no segundo ícon ao fundo. 


De volta

Depois de um tempo ausente neste espaço de opinião volto a dinamizar a lapiseira com opiniões sobre temas da atualidade. Terá um foco e assuntos diferentes daqueles que foram escritos no passado.
A lapiseira é uma ferramenta de expressão e de partilha de opinião que desejo com publicações mais regulares. 
Obrigado a todos que tem seguido este blogue e a outros que o farão a partir de então.


sexta-feira, outubro 09, 2015

PRESIDENCIAIS: Marcelo anuncia hoje candidatura

Muito provavelmente o próximo presidente da república anuncia,hoje, ao final do dia a sua candidatura. 
Nada de surpreendente, há muito que se esperava a sua disponibilidade. 

sábado, setembro 26, 2015

Legislativas nacionais 2015: Mais e Menos (II)



Mais
A mobilização da coligação Portugal à frente

Na mobilização tem demonstrado ser a única força política que pode ficar à frente no dia 4 de outubro. A política também se faz de esperança e neste aspeto a coligação tem demonstrado.

Menos
Marinho Pinto
Nos grandes palcos políticos a descontração e o humor também fazem parte. O que não se compreende é que, nos dias de hoje, não só se fica ofendido como se entra para o ataque sobre coisas que devem ser relativizadas. Perde mais do que ganha.  

sexta-feira, setembro 25, 2015

Legislativas nacionais 2015: Mais e Menos (I)

Mais
Isto é tudo muito bonito mas

No meio do “bombardeamento” de informação política e eleitoral, o programa dos “gato fedorento”, na TVI, tem marcado a diferença e tem demonstrado que a mensagem pode chegar de diversas formas aos eleitores. Parabéns aos que têm sabido aproveitar o programa. Como dizia Gil Vicente “ridendo castigat mores”, aqui está um bom exemplo.  

Menos
António Costa

Decididamente não está talhado para estes voos. Depois de lhe ter sido estendido o tapete, por via da austeridade e do desgaste do governo, demonstra-se incapaz de falar com clareza e de apresentar um projeto distinto e credível para Portugal. Continua "entalado" e predestinado a um segundo lugar. 

quinta-feira, setembro 24, 2015

Legislativas nacionais 2015: Mais e Menos

Mais
Campanha da coligação Portugal à Frente

Nas redes sociais está à frente em qualidade, em conteúdos e a puxar pela atenção. Uma campanha do século XXI, incomparavelmente superior aos adversários.


Menos
Campanha do empate

As projeções que apontam para um empate técnico, obrigam a uma campanha calculista que não descola de um mero tacticismo e que não esclarece os portugueses sobre o futuro que lhes reserva. 

sábado, setembro 12, 2015

BOM OLHO: Faz bem à Madeira


Economia a funcionar, a Madeira e os Madeirenses agradecem- Turismo o nosso "ouro". 
Cá está um bom exemplo que engrandece a oferta turística e cativa os turistas. 

sexta-feira, setembro 04, 2015

PRESIDENCIAIS: Mais um candidato?

Guterres vai deixar o cargo de alto comissário dos refugiados das Nações Unidas em Dezembro. Mais um candidato na corrida a Belém em 2016? 

terça-feira, julho 14, 2015

PRESIDENCIAS: Organizem-se

A direita tem, novamente, grande possibilidade de voltar a ter um Presidente da República da sua área política, no entanto é preciso que se organize e que se congregue vontades e apoios.
Não há dúvidas que qualquer dos candidatos de centro direita, que se perfila para o cargo de Presidente da República, tem as condições e a popularidade necessária para ser vencedor, se for apoiado em bloco pelo centro direito.
Mas, está a faltar qualquer coisa! Está a faltar ordem. Está a faltar diálogo. Porque nesta embrulhada toda e a este ritmo, quase de um novo candidato por dia, dificilmente chega lá. É preciso um Basta!

 Afinal como ficamos:
Rui Rio avança em julho?
 Marcelo Rebelo de Sousa avança em Setembro?
Pedro Santana Lopes depois das legislativas?
Alberto João Jardim depois de recolhidas 10000 assinaturas?
Fernando Nogueira preferido de Passos Coelho?
Paulo Portas pode ser uma hipótese?

Com esta confusão na direita, a esquerda e, em particular o Partido Socialista, esfregam as mãos porque quanto mais fragmentada estiver a direita mais hipóteses terão de eleger o seu candidato.
Não há dúvidas que a prioridade são as legislativas mas este dossier merece alguma ordem, sob pena de tudo o vento levar.

Em que é que ficamos? 

sábado, julho 11, 2015

Estalou verniz no PS-Madeira

 Afinal Bernardo Trindade é indicado para encabeçar a lista à assembleia da república à revelia da direcção regional. 
Se é verdade que Carlos Pereira estava a fazer um grande esforço em recuperar a imagem e a credibilidade do partido, que sofreu um hecatombe nas últimas regionais, este episódio vem derrubar todas essas tentativas. 
Esta circunstância representa bem as dificuldades que o PS local tem tido, ao longo destes anos, concertar posições com a direção nacional, e que têm tido  incomensuráveis repercussões eleitorais. 
Acredito que nos próximos dias haverão um conjunto de esforços no sentido de remediar esta situação, até porque a constituição da lista ainda está em aberto. 
Uma coisa é certa, Carlos Pereira precisava de ser cabeça de lista como pão para a boca, até por uma questão de afirmação da sua liderança e de impor uma postura política à imagem da sua liderança. 
Assim não vão lá, atrevo-me a dizer que o PS-Madeira tem mais um líder a prazo, porque quer se queira quer não, esta situação levará a uma descrença e desmobilização de toda a estrutura do partido na região. 
Prevê-se por mais uns tempos a dança das cadeiras do PS-Madeira .

Não Gosto de ser emigrante

Encontrei este bonito texto que retrata os sentimentos e a agonia de um/uma emigrante. É um brilhante ponto de vista que nos faz ver as coisas e o fenómeno da emigração de outra maneira. Afinal não são tudo coisas boas, atrever-me-ia dizer que, no balanço, e aos olhos deste testemunho, devem ser mais coisas menos boas do que boas. 

"NÃO GOSTO DE SER EMIGRANTE… E DE FALTAR ONDE EU DEVIA ESTAR!

Não gosto de ser emigrante. Não gosto da dor que isso causa. Não gosto da distância que me afasta.

Hoje é um dia mau. Além de hoje, tantos outros já foram no silêncio. Só quem está longe dos que ama é que me compreende. Os outros imaginam.. fazem uma pequena, pequeníssima, ideia. Não poder abraçar a minha mãe quando mais preciso é o pior vazio de todo o sempre. E as vezes nem preciso de mais nada, só  o toque dela aliviava o que quer que fosse. Não poder acompanhar o crescimento dos filhos dos meus amigos que acabaram de nascer. Não conseguir dar aquele abraço apertado à minha melhor amiga que perdeu o avô. Não poder celebrar os aniversários dos meus amigos e fazer-lhes sorrir como todos os outros anos. Não poder estar presente nos pedidos de casamento. Não estar na plateia na estreia do meu grande amigo naquela peça de teatro. Faltar aos jantares, aos eventos duma vida, aos funerais, aos nascimentos, aos casamentos. Faltar onde eu deveria estar. Não há um único dia que não me lembre de todos os que fui obrigada a deixar. Não há um único dia que não custe não poder fazer-lhes uma simples chamada e dizer “Vamos pôr a conversa em dia e comer uma francesinha?” ou receber aquela chamada “estou farto de estar em casa, preciso de ir apanhar ar. Vamos comer um gelado á beira mar?”.  Vocês fazem-me falta.

Não sou infeliz. Tenho um emprego de sonho apesar de ser extremamente cansativo e por vezes o stress e o inesperado não ajudam a chegar a casa de coração cheio. Mas quem não gosta de viajar pelo mundo enquanto trabalha? É certo que para morrer basta estar vivo e que de um segundo para o outro tudo muda mas por estar num emprego de risco comecei a sentir as coisas mais intensamente.

Todos os dias ao descolar e aterrar me passa pela cabeça “E se foi a última vez? E se não o/a vejo mais? Disse tudo o que queria?”. Aquele jump-seat já sabe mais segredos e histórias da minha vida do que eu poderia imaginar. Ainda são uns 15 a 20min de pensamento profundo e silencioso em que tudo me passa pela cabeça. Descolamos e penso “mais um já está. Agora que não haja turbulência severa e que a aterragem seja tranquila!”. Esta incógnita cria em mim borboletas na barriga e a adrenalina até que dá um gozo á coisa. Mas fica sempre o desassossego até as rodas do avião tocarem outra vez no chão seja em que país for. É que se assim não for, vai sempre ficar muito por dizer, muito por contar, muito por ver e ainda mais por viver.

Ser emigrante fez me perceber o que achava que já sabia há muito. Achava que sabia quem eram os amigos , quem me ia fazer falta, que as saudades eram passageiras, que estar num país diferente é que é fixe. Estava enganada em quase tudo. Não gosto de ser emigrante mas sê-lo deu mais sentido ao que dantes era “só” importante"

sexta-feira, julho 10, 2015

POR SANTANA DENTRO:Discussão do Plano Diretor Municipal

Recentemente, tive a oportunidade de participar na discussão pública do Plano Diretor Municipal de Santana, no qual constatei as alterações e os avanços na gestão territorial do Concelho.Da discussão, e também da análise que fiz ao documento, traço algumas considerações, designadamente:



1)    As alterações na gestão do solo, em geral, correspondem aos anseios da população, sobretudo no que se refere às áreas consideradas agrícolas que, a partir de então, serão permitidas construções.


2)    Não podemos contudo incorrer na ilusão de que a partir de agora será possível construir em qualquer terreno considerado zona agrícola, até porque há algumas condicionantes para a sua permissão, nomeadamente o acesso de estrada, água potável e eletricidade.


3)    Analiso com alguma relutância o fato de existirem situações que podem condicionar as permissões de construção, em particular, e sobretudo, em áreas onde existem aglomerados populacionais que foram autorizados no passado.


4)    O maior importante é que o plano trace e preveja a evolução dos próximos anos, nomeadamente considerando, em primeiro lugar, as condicionantes sociais da população e, depois, as perspectivas económicas e ambientais.


5)    As questões sociais são sempre as mais delicadas e que geram inconformismo nos cidadãos. As pessoas do Concelho são proprietárias de terrenos em determinadas zonas que não são autorizadas a construção e não têm alternativas. Das duas uma, ou é permitida a construção ou não têm capacidade de adquirir terreno para construir noutro sítio. 


6)    O domínio sobre as nossas propriedades e terrenos são alicerce para o conforto e realização das pessoas, o que não devem é intervenções descontextualizadas que prejudiquem o futuro.


7)    As características ambientais e paisagísticas do Concelho devem ser sempre salvaguardadas e preservadas, porque estão nelas um rico património por delapidar e potenciar de progresso e desenvolvimento para o Concelho e para os seus residentes.


Aproveito para relevar a iniciativa da Câmara Municipal em realizar estas ações de discussão nas diversas freguesias mas também a abertura em receber e aprovar as reclamações dos munícipes. Nota que as reclamações ao plano terminam no próximo dia 21 de julho. Até lá aconselha-se a consulta e análise do documento e das suas alterações. http://www.cm-santana.com/pt/areas-de-atuacao/gestao-e-planeamento-urbanistico/pdm

Face a uma matéria tão complexa e geradora de tantos pontos de vista distintos, o mais importante é que impere o bom senso e a razoabilidade, a bem do Concelho, da sua população e do futuro.

terça-feira, julho 07, 2015

POR SANTANA DENTRO: Um Projeto que faz a diferença

Valerá a pena acompanhar que resultados terá este projeto da Casa do Povo da Ilha, que vinca claramente as funções tradicionais e genuinas de um povo dando uma roupagem turística. Sem artificialismos, este produto/roteiro pretende diversificar a oferta turística alicerçada nas tradições locais.
Apesar de ser suspeito de falar do projeto, tenho acompanhado diversos debates/conferências que assumem que a opção por experienciar e vivenciar as tradições dos povos e das terras são um caminho muito interessante e que deve ser potenciado, como grande motor do turismo dos novos dias.
Deixo aqui a informação para ajudar a dar a conhecer e divulgar:

Informação da Casa do Povo: 
"Apresentamos o novo produto/roteiro turístico, diferenciado e genuíno, designado "O Nosso Povo, a Nossa Marca", que pretende proporcionar, a turistas e visitantes, o contato direto com experiências e vivências tradicionais das nossas gentes e da nossa terra. 
“O Nosso Povo a nossa Marca” é uma experiência única e genuína na Freguesia da Ilha, concelho de Santana. Um roteiro turístico que dá a oportunidade aos seus visitantes, de interagir com os costumes mais ancestrais da localidade. Neste programa de um dia pode usufruir de diversas experiências, desde provar e fazer a poncha típica, ajudar a confecionar e provar o pão caseiro, dançar folclore madeirense, participar em atividades agrícolas, provar o chá de ervas e degustar a gastronomia e doçaria local. Para além de todas estas experiências, poderá conhecer o que se faz em termos de artesanato e usufruir das belas paisagens, num percurso a pé."